Como evitar cobranças de roaming ao sair de Portugal e viajar ao exterior

Cobranças abusivas de roaming internacional têm causado transtornos a viajantes que saem de Portugal. O Europress preparou um guia prático com dicas para evitar tarifas inesperadas, desde o uso do modo avião até alternativas como eSIM e chips locais.

Como evitar cobranças de roaming ao sair de Portugal se tornou uma dúvida recorrente entre viajantes, especialmente após relatos de faturas elevadas geradas por poucos segundos de conexão fora do país. 

Alguns jornalistas passaram por situações semelhantes durante coberturas internacionais e decidiram reunir orientações práticas para ajudar leitores a evitar surpresas desagradáveis.

Problemas com operadoras de telecomunicações são quase universais. Serviços burocráticos, atendimento automatizado e regras pouco claras fazem com que clientes, tanto em Portugal quanto no Brasil, enfrentem dores de cabeça frequentes.

O roaming internacional, em particular, tem sido uma das principais causas de cobranças inesperadas.

Cobranças que surpreendem

Em alguns casos, bastam poucos segundos com o chip português ativo fora da União Europeia para gerar valores elevados na fatura. Um jornalista do portal DN Brasilrelata ter recebido uma cobrança de 70 euros ao chegar ao Brasil apenas por receber a mensagem automática de ativação do roaming, situação revertida meses depois. 

Já um outro colega não teve a mesma sorte: uma cobertura jornalística em Brasília resultou numa cobrança de 200 euros.

Diante desses episódios, reunimos algumas dicas para quem vai viajar e quer evitar custos desnecessários.

O que é roaming internacional?

O roaming internacional permite que o celular utilize redes de operadoras estrangeiras para chamadas, envio de mensagens e acesso à internet fora do país de origem. 

Dentro da União Europeia, esse serviço não gera custos adicionais na maioria dos planos. Fora do bloco, porém, as tarifas podem ser elevadas e, em alguns casos, até a simples recepção de um SMS pode ser tarifada.

Como evitar cobranças indesejadas

Ativar o modo avião

A forma mais segura de evitar qualquer cobrança é ativar o modo avião assim que o voo decolar e mantê-lo durante toda a estadia, utilizando apenas redes wi-fi. Isso impede que o telefone se conecte automaticamente a redes móveis estrangeiras.

Usar wi-fi sempre que possível

Aplicativos como WhatsApp, Telegram, Skype, Zoom e redes sociais funcionam perfeitamente em wi-fi. Hoje, hotéis, aeroportos, cafés, restaurantes e até transportes públicos oferecem acesso gratuito à internet, reduzindo a necessidade de dados móveis.

Desativar o roaming de dados antes da viagem

Para quem precisa manter o telemóvel ligado para chamadas ou mensagens, o ideal é desativar o roaming de dados nas configurações do aparelho antes mesmo de sair de Portugal. Assim, o dispositivo não utiliza internet móvel fora do país.

Consultar as condições do plano

Algumas operadoras oferecem pacotes específicos de roaming internacional. Em Portugal, empresas como NOS, Vodafone e MEO disponibilizam opções para diferentes destinos. Consultar a operadora antes da viagem pode evitar custos elevados.

Optar por eSIM ou chip local

Viajantes frequentes podem recorrer a um eSIM, chip virtual que permite contratar planos internacionais sem trocar o cartão físico. Outra alternativa é adquirir um chip local no país de destino, geralmente disponível nos próprios aeroportos, com tarifas mais acessíveis.

E dentro da União Europeia?

Desde 2017, as taxas de roaming foram eliminadas dentro da UE, permitindo o uso do telemóvel em outros países do bloco sem custos adicionais. 

No entanto, alguns planos impõem limites de dados, o que torna importante verificar as condições do contrato.

Já destinos fora da UE, como Suíça, Reino Unido e Brasil, não estão abrangidos por esse regulamento e podem gerar cobranças elevadas.

O que fazer em caso de cobrança indevida?

Se houver valores inesperados na fatura, o primeiro passo é contactar a operadora e solicitar esclarecimentos. Em situações pontuais, como poucos segundos de conexão, muitas empresas costumam corrigir a cobrança.

Caso o problema persista, o consumidor pode recorrer à ANACOM, entidade reguladora das telecomunicações em Portugal, ou à DECO Proteste, que atua na defesa dos direitos do consumidor.

Planejamento e atenção às configurações do plano celular continuam a ser as melhores estratégias para evitar dores de cabeça e faturas salgadas ao sair de Portugal.

Comente

Neste Artigo

Sobre o autor