A cidade italiana onde quase tudo é mais barato e não é por turismo

Livigno tem preços mais baixos por causa de um regime fiscal especial ligado à sua localização nos Alpes, e não ao turismo.

Pouca gente sabe, mas existe uma cidade na Itália onde muitos produtos custam bem menos do que no resto do país. E o motivo não tem nada a ver com turismo, promoções ou estratégias comerciais modernas. A explicação está na história e na geografia.

Localizada nos Alpes, a cidade de Livigno viveu durante séculos em relativo isolamento. As estradas de acesso eram escassas e, durante o inverno, muitas vezes ficavam intransitáveis. Isso tornava a vida ali mais difícil e cara, afastando moradores e ameaçando o desenvolvimento local.

Para evitar o abandono da região, o governo italiano adotou uma solução pouco comum: concedeu à cidade um regime fiscal especial. Livigno se tornou uma zona franca, com isenção ou forte redução de impostos sobre diversos produtos. A ideia nunca foi atrair visitantes, mas garantir que as pessoas continuassem vivendo e trabalhando ali.

Por causa disso, itens como combustível, bebidas alcoólicas, cigarros, perfumes, cosméticos e alguns eletrônicos costumam ter preços significativamente mais baixos do que em outras cidades da Itália. A diferença vem principalmente da isenção do IVA, imposto que no restante do país pode chegar a 22%.

É importante entender que isso não significa ausência total de impostos. Moradores e empresas continuam pagando tributos como imposto de renda, e existem regras claras para quem compra produtos na cidade e os leva para fora da zona franca. Há limites de quantidade e fiscalização, inclusive dentro do próprio território italiano.

O caso de Livigno mostra como políticas públicas podem ir além da economia pura e simples. Reduzir impostos, nesse contexto, foi uma forma de preservar uma comunidade, manter a economia local ativa e garantir qualidade de vida em uma região geograficamente desafiadora.

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