Vigilante morre de frio em obra das Olimpíadas de Inverno 2026 na Itália

Na madrugada de 9 de janeiro, um vigilante de 55 anos morreu após passar mal enquanto trabalhava em um canteiro de obras ligado aos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, em Cortina d’Ampezzo, no norte da Itália. O trabalhador realizava um turno noturno sob temperaturas de até –16 °C. O caso está sendo investigado pelas autoridades italianas e levanta questionamentos sobre as condições de trabalho e a segurança de profissionais expostos ao frio extremo.

Na madrugada de 9 de janeiro, um vigilante de 55 anos morreu após passar mal enquanto trabalhava sob temperaturas de até –16 °C em um canteiro de obras ligado aos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, na Itália. O caso ocorreu em Cortina d’Ampezzo, uma das sedes do evento, e levanta questionamentos sobre segurança no trabalho e exposição ao frio extremo.

Frio intenso e jornada noturna de trabalho

De acordo com informações divulgadas pela imprensa italiana, o vigilante cumpria um turno noturno de 12 horas, realizando rondas frequentes em áreas externas da obra, mesmo diante de temperaturas negativas severas. Durante a madrugada, ele passou mal, conseguiu avisar colegas de trabalho e perdeu a consciência. As equipes de emergência foram acionadas, mas o trabalhador não resistiu.

Denúncia da família e investigação das autoridades

A família da vítima registrou uma queixa junto às autoridades, denunciando condições de trabalho exaustivas, exposição prolongada ao frio e possível ausência de equipamentos térmicos adequados. O Ministério Público da província de Belluno determinou a realização de uma autópsia, que deverá esclarecer se o frio extremo e a carga horária tiveram influência direta na morte.

Responsabilidade das obras olímpicas

Em nota, a empresa Simico, responsável por parte das infraestruturas olímpicas, afirmou que o canteiro onde ocorreu o óbito não estava sob sua responsabilidade direta, embora tenha manifestado solidariedade à família. Representantes sindicais classificaram o episódio como extremamente grave e cobraram maior fiscalização nos canteiros ligados às Olimpíadas.

Repercussão política e alerta sobre segurança

O vice-primeiro-ministro e ministro da Infraestrutura da Itália, Matteo Salvini, solicitou esclarecimentos sobre o contrato e as funções exercidas pelo vigilante. Segundo ele, a segurança dos trabalhadores deve ser prioridade, independentemente dos prazos para a conclusão das obras.

O caso reacende o debate sobre direitos trabalhistas, segurança ocupacional e proteção contra condições climáticas extremas em grandes projetos internacionais, especialmente em regiões montanhosas que enfrentam invernos rigorosos.

Leia também: Cidadania italiana para menores: última chance para estender o prazo

Comente

Neste Artigo

Sobre o autor