Governo corrige informação e confirma aumento das pensões já em janeiro de 2026

O Governo português confirmou que os pensionistas vão receber já em janeiro os valores atualizados das pensões, corrigindo informação anterior que apontava para fevereiro de 2026.

O aumento das pensões em janeiro de 2026 foi confirmado na terça-feira (30) pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, que corrigiu uma informação divulgada horas antes e garantiu que os valores atualizados serão pagos logo no primeiro mês do ano.

Numa primeira nota enviada às redações na manhã de 30 de dezembro, o ministério tinha indicado que as pensões só seriam pagas com os novos valores em fevereiro, com efeitos retroativos a janeiro, justificando que os pagamentos de janeiro tinham de ser processados ainda em dezembro.

No entanto, numa comunicação posterior, enviada ao início da tarde sob o assunto “retificação”, o Governo esclareceu que “um esforço adicional da Segurança Social permitiu que as pensões relativas ao mês de janeiro já sejam pagas com os valores atualizados”, alterando assim o calendário inicialmente anunciado.

A única exceção se mantém no Complemento Solidário para Idosos (CSI), cuja atualização continuará a ser feita em fevereiro, com retroativos a janeiro.

Quem se beneficia do aumento

As pensões de velhice e invalidez do regime geral da Segurança Social e da Caixa Geral de Aposentações, atribuídas antes de 1 de janeiro de 2026, terão aumentos mínimos de 2,02%, desde que o valor da pensão não ultrapasse 6.445,56 euros, limite acima do qual não há atualização.

A maioria dos pensionistas estão no escalão mais baixo, com pensões até 1.074,26 euros (duas vezes o valor do Indexante dos Apoios Sociais – IAS). Neste caso, o aumento será de 2,8%, sendo garantido um acréscimo mínimo de 9,29 euros para pensões iguais ou superiores a 331,79 euros.

Para pensões entre 1.074,26 euros e 3.222,78 euros (entre duas e seis vezes o IAS), o aumento será de 2,27%, com um mínimo de 30,08 euros. Já as pensões entre 3.222,78 euros e 6.445,56 euros sobem 2,02%, com um acréscimo mínimo de 73,16 euros.

Critérios de atualização

A atualização das pensões segue a fórmula legal que combina a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores com a variação média do índice de preços no consumidor, excluindo a habitação.

Devido a uma atualização extraordinária decidida em 2025 por iniciativa parlamentar, o aumento estrutural das pensões em 2026 será ligeiramente inferior ao registado no ano anterior.

Outras prestações também atualizadas

O diploma publicado em Diário da República formaliza ainda o aumento de 2,8% do Indexante de Apoios Sociais (IAS), que passa a 537,13 euros. Este valor serve de base para o cálculo de várias prestações sociais, como o subsídio de desemprego.

A mesma taxa de 2,8% será aplicada às pensões por incapacidade permanente, morte e acidentes de trabalho.

Também foi publicada a portaria que aumenta em 40 euros mensais o Complemento Solidário para Idosos, cuja atualização, conforme confirmado pelo Governo, será paga em fevereiro, com retroativos a janeiro.

Bônus extraordinário ficará em aberto

Este aumento passa a integrar o valor estrutural das pensões para os próximos anos. 

Já a possibilidade de um bônus extraordinário em 2026 dependerá da situação das contas públicas. A medida foi aprovada pelo Parlamento por proposta do PSD, mas trata de um pagamento pontual e não permanente — ao contrário do que defenderam o PS e o Chega.

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