Aos 19 anos, a Princesa Leonor vive uma rotina pouco associada à realeza. Em vez de cerimônias, vestidos de gala ou recepções oficiais, seus dias são divididos entre ordens, disciplina militar e treinamento físico. É nos quartéis que a futura rainha da Espanha se prepara para um papel que pode colocá-la no centro da história do país.
Leonor está prestes a quebrar um jejum de 150 anos: se assumir o trono, será a primeira rainha reinante da Espanha desde Isabel II, exilada em 1868. Mas antes da coroa, vem a preparação: longa, exigente e longe dos holofotes.
Uma herdeira em formação militar
Seguindo uma tradição rigorosa da monarquia espanhola, a princesa ingressou na Academia Geral Militar, em Zaragoza. A formação militar, com duração de três anos, prevê passagens pelo Exército, pela Marinha e pela Aeronáutica. Mais do que capacitação técnica, o processo busca preparar Leonor para sua futura função constitucional de Comandante em Chefe das Forças Armadas.
O cotidiano é marcado por horários rígidos, convivência com outros cadetes e tarefas que pouco diferem das impostas aos demais alunos. Uma experiência pensada para formar não apenas uma futura chefe de Estado, mas uma líder capaz de compreender, na prática, as estruturas que um dia irá comandar.
Disciplina fora e dentro da sala de aula
A formação da princesa não se limita aos quartéis. Poliglota e conhecida pela dedicação aos estudos, Leonor carrega uma imagem de disciplina que também se reflete na vida acadêmica. Ao completar 18 anos, ela jurou lealdade à Constituição espanhola, um ato simbólico que marcou oficialmente sua entrada na vida institucional do país.
Naquele momento, a herdeira assumiu responsabilidades que vão muito além da idade. O gesto foi visto como um passo decisivo na preparação de alguém que, mesmo jovem, já carrega o peso da continuidade da monarquia.
Uma juventude moldada pela responsabilidade
Filha do rei Felipe VI, Leonor cresce sob expectativas históricas. Enquanto muitos jovens de sua geração planejam o futuro, ela é treinada para ocupá-lo. Sua trajetória mostra que a sucessão não é tratada como algo distante, mas como um caminho construído dia após dia.
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