Caso Epstein envolve princesa da Noruega e ex-premiê em novos documentos divulgados

O caso Epstein ganhou novos desdobramentos após a divulgação de milhões de documentos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. A princesa herdeira Mette-Marit e o ex-primeiro-ministro Thorbjørn Jagland aparecem nos arquivos com registros de contato com Jeffrey Epstein. Todos negam conhecimento das atividades criminosas do magnata, que foi encontrado morto em 2019 enquanto aguardava julgamento.

O caso Epstein voltou ao centro das atenções após a divulgação de novos documentos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. 

Entre os nomes citados estão a princesa herdeira Mette-Marit e o ex-primeiro-ministro Thorbjørn Jagland, além de outras figuras de destaque da política norueguesa.

Os arquivos fazem parte de um conjunto de cerca de três milhões de documentos relacionados a Jeffrey Epstein, encontrado morto na prisão em 2019 enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual de menores.

Princesa admite “falta de discernimento”

Correspondências entre 2011 e 2014

Segundo os documentos, Mette-Marit manteve contato com Epstein entre 2011 e 2014. A princesa reconheceu publicamente que demonstrou “falta de discernimento” ao manter amizade com o empresário e pediu desculpas pela associação considerada “embaraçosa”.

A correspondência inclui trocas de e-mails e visitas à propriedade de Epstein em Palm Beach, na Flórida. O palácio informou que o contato foi encerrado em 2014.

Escândalo ocorre em meio a outro caso familiar

A divulgação também coincide com a prisão de Marius Borg Høiby, filho da princesa, acusado de diversos crimes, incluindo estupro e violência doméstica. O episódio ampliou a pressão pública sobre a família real.

Ex-premiê e diplomatas também aparecem nos arquivos

Thorbjørn Jagland, que foi primeiro-ministro entre 1996 e 1997 e presidiu o Comitê do Nobel, teve menções relacionadas a encontros e hospedagens em propriedades de Epstein. 

Ele afirmou que os contatos faziam parte de atividades diplomáticas regulares e negou conhecimento de crimes.

Outros nomes citados

Também surgem nos documentos o atual presidente do Fórum Econômico Mundial, Børge Brende, o vice-presidente do Comitê do Nobel, Asle Toje, e o casal de diplomatas Terje Rød-Larsen e Mona Juul, cuja trajetória inspirou o filme “Oslo”.

Todos declararam não ter conhecimento das atividades ilícitas de Epstein.

Reações políticas na Noruega

O atual primeiro-ministro, Jonas Gahr Støre, afirmou que a princesa demonstrou falta de julgamento ao manter contato com Epstein e que o mesmo se aplica a outros envolvidos.

A divulgação reacendeu debates sobre responsabilidade pública, checagem de antecedentes e a relação entre figuras políticas e empresários controversos.

Escândalo de alcance internacional

O caso Epstein continua gerando repercussão mundial anos após sua morte. A inclusão de nomes da elite norueguesa nos documentos reforça a dimensão internacional da rede de contatos do empresário.

Embora não haja acusação formal contra os citados nos arquivos noruegueses, a exposição pública levanta questionamentos políticos e éticos em um momento sensível para a monarquia e o governo do país.

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