O mural “Madre”, uma obra de 45 metros de altura que celebra os 150 anos da imigração italiana no estado do Rio Grande do Sul, foi inaugurado na última terça-feira (24) pelo embaixador da Itália no Brasil, Alessandro Cortese, e pelo cônsul-geral em Porto Alegre, Valerio Caruso.
Mural “Madre” marca nova fase do consulado
A pintura ocupa toda a fachada do edifício que passará a abrigar os escritórios do Consulado-Geral da Itália em Porto Alegre a partir de maio. A obra traz como destaque a imagem de uma mulher migrante, simbolizando a partida da Itália rumo a uma nova vida.
“Este mural é um presente da Itália para a cidade de Porto Alegre e para a comunidade italiana do Rio Grande do Sul, uma comunidade especial que contribuiu enormemente para a construção deste estado e merece todo o nosso reconhecimento. As comunidades italianas estão presentes em todo o Brasil e desempenharam um papel fundamental no desenvolvimento do país, mas aqui, no Rio Grande do Sul, elas têm um significado especial. Esta obra representa um marco importante para a cidade e ajuda a dar identidade ao Consulado. É um marco significativo para as relações culturais entre a Itália e o Rio Grande do Sul”, disse o embaixador.
Conceito destaca memória e identidade
A concepção e direção artística do projeto são da curadora italiana Giulia Lavinia Lupo.
“O mural nasceu da ideia da travessia como transformação. A figura central, uma mulher com seus filhos, representa aqueles que deixaram sua terra natal, levando consigo não apenas bens materiais, mas também aquilo que não pode ser perdido: memória, cultura e identidade. É essa força silenciosa que sustenta a história e conecta o passado e o futuro nas novas gerações”, explicou.
Arte urbana como forma de democratização
O desenho foi criado pela artista visual e muralista Hanna Lucatelli, que destacou a importância da feminilidade como elemento central da obra.
“Na Itália, a arte e a estética fazem parte do cotidiano e são acessíveis a todos. A arte de rua também cumpre essa função: levar a arte às pessoas, mesmo fora dos museus. É uma forma de democratizá-la e criar momentos de tranquilidade na cidade”, afirmou.
Leia também: Itália vence Irlanda do Norte e fica a um passo da Copa do Mundo 2026