Peter Murrell, ex Partido Nacional Escocês, é condenado por desviar mais de 400 mil libras

O ex-diretor executivo do Partido Nacional Escocês (SNP), Peter Murrell, foi condenado a cinco anos e três meses de prisão por desviar cerca de 400 mil libras dos cofres da legenda. Segundo a Justiça escocesa, o dinheiro foi usado na compra de artigos de luxo e uma autocaravana, com despesas ocultadas por meio de registros contabilísticos falsos.

Peter Murrell, ex-diretor executivo do Partido Nacional Escocês (SNP) e ex-marido da ex-primeira-ministra da Escócia, Nicola Sturgeon, foi condenado a cinco anos e três meses de prisão por desviar aproximadamente 400 mil libras dos cofres do partido.

A investigação começou em março de 2021, após denúncias sobre possíveis irregularidades na gestão financeira da legenda. Em abril de 2023, a Polícia da Escócia realizou buscas na residência de Murrell e efetuou sua detenção.

Compras de luxo com dinheiro do partido

De acordo com a acusação, entre agosto de 2010 e outubro de 2022, Murrell utilizou a conta bancária principal do SNP para adquirir diversos bens de luxo.

Entre as compras identificadas estão:

  • Dois relógios de luxo avaliados em 9.350 libras;
  • Uma máquina de café de 3.231 libras;
  • Artigos da marca Montblanc no valor de 24.342 libras;
  • Uma autocaravana foi adquirida por 124.550 libras.

Segundo os procuradores, para esconder as despesas, Murrell alterava os registros no sistema contabilístico do partido, utilizando descrições e códigos considerados enganosos.

Investigação durou vários anos

Peter Murrell ocupou o cargo de diretor executivo do SNP entre 2001 e 2023, sendo um dos principais responsáveis pela gestão administrativa da legenda durante mais de duas décadas.

Após analisar as provas, o tribunal concluiu que o ex-dirigente agiu deliberadamente para beneficiar-se financeiramente dos recursos do partido.

Polícia destaca quebra de confiança

O chefe-adjunto da Polícia da Escócia, Stuart Houston, afirmou que a condenação demonstra que ninguém está acima da lei.

Segundo ele, Murrell ocupava uma posição de grande responsabilidade na vida pública escocesa e utilizou essa confiança para obter vantagens pessoais.

Houston acrescentou que as ações do ex-dirigente foram deliberadas, calculadas e representaram uma grave quebra de confiança com os membros e apoiadores do partido.

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