Ryanair vai aumentar passagens, mas promete reajustes menores que rivais

A Ryanair vai elevar os preços das passagens aéreas devido ao aumento dos custos com combustível. Segundo o CEO Eddie Wilson, os reajustes serão menores que os da concorrência. A companhia também destaca o crescimento das operações em Milão e em outras regiões da Itália, enquanto Roma fica de fora da expansão.

A Ryanair vai aumentar o preço das passagens aéreas diante da alta dos custos com combustível, mas afirma que os reajustes serão inferiores aos aplicados por outras companhias. A declaração foi feita pelo diretor-executivo da empresa irlandesa, Eddie Wilson, durante uma entrevista coletiva nesta quinta-feira, 1º de outubro.

Segundo o executivo, mesmo com os aumentos, a companhia pretende manter as tarifas entre as mais baixas do mercado europeu. A informação foi divulgada pela agência italiana ANSA.

Alta do combustível pressiona preço das passagens

O aumento dos custos operacionais, especialmente com combustível, tem pressionado o setor aéreo e levado as companhias a rever suas estratégias de preços. No caso da Ryanair, a empresa afirma que pretende repassar parte dessa pressão aos passageiros, mas com reajustes menores que os da concorrência.

A declaração de Wilson reforça a estratégia comercial da companhia, baseada em tarifas reduzidas e no controle dos custos operacionais. A empresa é uma das principais representantes do modelo de baixo custo na Europa, com uma ampla rede de voos entre países do continente.

A promessa de aumentos mais moderados, no entanto, não significa que os preços permanecerão estáveis. O valor final das passagens pode variar conforme a rota, a antecedência da compra, a demanda e o período da viagem.

Milão amplia operações, enquanto Roma não prevê crescimento

A diferença entre as operações da Ryanair em Milão e Roma ajuda a explicar o cenário mencionado pelo executivo. Em comunicado oficial publicado nesta quinta-feira, a companhia anunciou a ampliação de sua programação de inverno de 2026 em Milão, com 125 rotas e 8,7 milhões de assentos disponíveis, um aumento de 11% em relação à temporada anterior.

A operação contará com 33 aeronaves baseadas nos aeroportos de Bérgamo e Malpensa, além de dez novas rotas. Segundo a empresa, a expansão permitirá atender a uma demanda maior na região da Lombardia.

Em Roma, por outro lado, a companhia anunciou uma programação de inverno sem crescimento. O plano prevê 57 rotas, 16 aeronaves baseadas nos aeroportos de Fiumicino e Ciampino e capacidade para transportar cerca de 11 milhões de passageiros por ano.

Taxas aeroportuárias estão entre as justificativas da empresa

A Ryanair atribui a estagnação em Roma a fatores como o aumento das tarifas aeroportuárias, a taxa municipal aplicada ao transporte aéreo e as restrições ao número de voos no aeroporto de Ciampino.

Em comunicado, Eddie Wilson afirmou que essas condições limitam o potencial de expansão da capital italiana. A empresa também defende a redução de impostos e encargos aeroportuários para estimular novas rotas e investimentos.

Essas avaliações fazem parte do posicionamento comercial da própria companhia, que reivindica mudanças nas regras e nos custos do setor para ampliar suas operações na Itália.

O que muda para os passageiros?

Para quem pretende viajar pela Europa, a expectativa de aumento das tarifas indica que o preço das passagens poderá subir, embora a Ryanair prometa reajustes inferiores aos dos concorrentes.

A declaração, porém, não estabelece um percentual de aumento nem uma data específica para a aplicação dos novos preços. Também não significa que todas as rotas terão o mesmo reajuste.

Por isso, passageiros que já planejam viagens devem acompanhar os valores nos canais oficiais da companhia e comparar os preços para diferentes datas. A antecedência da compra e a disponibilidade de assentos podem influenciar o custo final da passagem.

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