Arco dos Amantes desaba após tempestade no sul da Itália

Uma tempestade intensa provocou no sábado (14) o desabamento do Arco dos Amantes, formação natural famosa no litoral do Salento, no sul da Itália. O colapso foi atribuído à erosão acelerada pelas condições climáticas extremas e reacendeu alertas sobre a vulnerabilidade de monumentos naturais na região.

No último sábado, 14 de fevereiro, a paisagem do litoral sul da Itália mudou de forma repentina após o desabamento do Arco dos Amantes, formação rochosa considerada um dos cenários naturais mais emblemáticos da região. O monumento ficava na costa de Melendugno, na região da Puglia, e ruiu depois de uma tempestade intensa que atingiu o sul do país.

Tempestade provocou o colapso

De acordo com autoridades locais, o desabamento foi causado pela combinação de chuvas fortes, ventos intensos e mar agitado. A ação do tempo provocou infiltrações na base calcária da estrutura, enfraquecendo sua sustentação até que a rocha não resistiu e desmoronou.

Quando moradores e turistas retornaram ao ponto turístico no dia seguinte, encontraram apenas fragmentos espalhados no Mar Adriático, onde antes havia o arco natural que servia como moldura para fotos e cartões-postais.

Símbolo turístico e romântico

O Arco dos Amantes era conhecido não só pela formação geológica singular, mas também pela tradição popular que o cercava. Segundo a lenda local, casais que se beijassem sob o arco garantiriam um amor duradouro. Por isso, o local era frequentemente escolhido para ensaios fotográficos, declarações e pedidos de casamento.

A perda do monumento natural representa um impacto simbólico e turístico para a região. O prefeito Maurizio Cisternino afirmou que o desabamento “é uma perda para a paisagem, para a história e para a identidade do território”.

Erosão e clima extremo

De acordo com especialistas, formações rochosas costeiras são naturalmente vulneráveis à erosão provocada pelo vento, pela água salgada e pelas variações de temperatura. No entanto, eventos climáticos extremos, como tempestades mais intensas, podem acelerar processos que levariam décadas para ocorrer.


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