O ciclone Harry atingiu o sul da Itália no início desta semana, após se formar sobre o mar Mediterrâneo a partir da combinação de águas mais quentes que o normal, instabilidade atmosférica e um forte contraste de massas de ar. Esse tipo de fenômeno, conhecido como medicane (furacão mediterrâneo), pode alcançar grande intensidade, especialmente em períodos de clima extremo.
Ao tocar o continente, o ciclone trouxe ventos de até 150 km/h, chuvas intensas e ondas gigantes, provocando destruição ao longo do litoral. A região mais afetada foi a Sicília, onde os prejuízos já ultrapassam 1 bilhão de euros, mais de R$ 6,3 bilhões. Portos inteiros foram destruídos, embarcações afundaram e dezenas de estabelecimentos comerciais sofreram danos estruturais.
O setor da pesca, fundamental para a economia local, foi um dos mais impactados. A força do mar obrigou a paralisação total das atividades, deixando milhares de trabalhadores temporariamente sem renda. Além disso, cidades costeiras registraram alagamentos, quedas de energia e interrupções no transporte.
Na Sardenha, os efeitos também foram severos. Estradas litorâneas ficaram interditadas, áreas portuárias foram fechadas por segurança e comunidades enfrentam dificuldades no acesso a serviços básicos.
Os governadores da Sicília e da Sardenha detalharam os impactos financeiros e anunciaram medidas emergenciais para reconstrução da infraestrutura, apoio aos pescadores e liberação de recursos para pequenos comerciantes. O governo central italiano monitora a situação e avalia o envio de verbas extraordinárias.
Meteorologistas alertam que o aumento da temperatura do Mediterrâneo favorece a formação de ciclones mais intensos, o que reforça a necessidade de investimentos em prevenção, monitoramento climático e adaptação das cidades costeiras.
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