A Itália registrou uma nova queda na taxa de desemprego e alcançou o menor nível em mais de duas décadas, indicando um fortalecimento gradual do mercado de trabalho no país. Dados divulgados pelo instituto nacional de estatísticas italiano mostram que o índice de desocupação recuou para 5,1% em janeiro de 2026, resultado inferior ao registrado no mês anterior e o mais baixo desde o início da série histórica atual, iniciada em 2004.
Criação de vagas impulsiona resultado
O principal fator por trás da queda do desemprego foi o aumento do número de trabalhadores empregados. Em janeiro, aproximadamente 80 mil novos postos de trabalho foram registrados em comparação com o mês anterior.
Com isso, o total de pessoas ocupadas ultrapassou a marca de 24 milhões no país. Na comparação com o mesmo período do ano passado, também houve crescimento no número de trabalhadores ativos, sinalizando uma expansão gradual do mercado de trabalho italiano.
Ao mesmo tempo, o número de pessoas em busca de emprego diminuiu significativamente, contribuindo para a redução da taxa de desocupação.
Jovens ainda enfrentam desafios
Apesar da melhora no cenário geral, o desemprego entre os jovens continua sendo um desafio para o país. Entre pessoas de 15 a 24 anos, a taxa ainda permanece próxima de 19%, bem acima da média nacional.
Especialistas apontam que a dificuldade de inserção no mercado de trabalho nessa faixa etária está relacionada a fatores estruturais, como a transição entre educação e emprego e as diferenças regionais dentro da Itália.
Mesmo assim, os dados mais recentes indicam uma leve melhora também nesse grupo, acompanhando a tendência de recuperação do mercado de trabalho.
Economia cresce em ritmo moderado
O desempenho do emprego ocorre em um contexto de crescimento econômico relativamente lento. A economia italiana avançou de forma modesta nos últimos anos, com expansão inferior a 1% ao ano.
Economistas avaliam que, mesmo com o ritmo moderado da atividade econômica, o mercado de trabalho tem demonstrado resiliência. Investimentos públicos, programas de recuperação econômica e a retomada gradual de setores como turismo e serviços têm contribuído para sustentar a criação de vagas.
Desafios estruturais permanecem
Apesar do avanço recente, especialistas ressaltam que a Itália ainda enfrenta desafios importantes no mercado de trabalho. A taxa de participação da população economicamente ativa continua entre as mais baixas da Europa, e persistem desigualdades regionais significativas entre o norte e o sul do país.
A continuidade da queda no desemprego dependerá da capacidade da economia italiana de ampliar investimentos, aumentar a produtividade e manter um ambiente favorável à geração de empregos nos próximos anos.
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