Em Roma, Cláudio Castro busca modelo antimáfia para reforçar combate ao crime no Rio

Governador do Rio de Janeiro cumpre agenda em Roma para trocar experiências com autoridades italianas e avaliar práticas antimáfia aplicáveis ao combate ao crime organizado no estado.

O governador do Estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, realizou uma visita oficial a Roma com o objetivo de estreitar relações institucionais com autoridades italianas e ampliar a cooperação no enfrentamento ao crime organizado no Rio de Janeiro.

Diálogo com autoridades italianas

Durante a agenda em Roma, Castro foi recebido por representantes do Senado italiano e por instituições de segurança do país europeu. O foco foi a troca de experiências e a análise de práticas que possam contribuir para a qualificação das políticas públicas de segurança no Rio de Janeiro.

Segundo o governador, a discussão incluiu aspectos legislativos, operacionais e de coordenação institucional que fazem parte do modelo italiano de combate ao crime organizado. Isso envolve, por exemplo, mecanismos de investigação integrada, ações contra narcotráfico e a atuação articulada entre investigação e acusação.

Parceria com forças italianas de segurança

Como parte das tratativas, foi confirmada a cooperação com a Arma dos Carabinieri, força de segurança da Itália, para oferecer treinamento especializado a policiais do Rio de Janeiro. O programa abrange áreas como narcotráfico, milícias, crime organizado e terrorismo.

Castro anunciou que um grupo de policiais militares fluminenses será enviado à Itália para participar de cursos e imersões técnicas, com o objetivo de fortalecer capacidades investigativas e ações conjuntas de inteligência.

Contexto da iniciativa

A busca por cooperação internacional ocorre em meio a desafios persistentes no combate a organizações criminosas no Estado do Rio de Janeiro. As autoridades estaduais têm destacado a necessidade de respostas que integrem diferentes instituições e estratégias, tanto internas quanto externas.

A experiência italiana é frequentemente citada como referência em ações contra grupos fortemente estruturados, e o intercâmbio técnico e institucional com entidades daquele país pode oferecer elementos úteis para a formulação de políticas de segurança pública no Brasil.

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