Símbolo original da culinária italiana, o spaghetti está presente na mesa de milhões de pessoas todos os dias. Mas, por trás de um prato simples, existe uma pergunta cada vez mais comum entre consumidores: todas as massas são igualmente seguras e de qualidade?
Para responder a isso, a entidade italiana de defesa do consumidor Altroconsumo realizou um amplo teste comparativo com dezenas de marcas de spaghetti vendidas em supermercados do país. A análise foi além do sabor: incluiu testes laboratoriais de segurança alimentar, avaliação da matéria-prima e provas às cegas com consumidores.
O resultado mostra que é possível encontrar massas que unem excelente qualidade, segurança e bom custo-benefício e algumas marcas se destacaram claramente.
Os spaghettis que lideram o ranking
No topo da lista aparecem produtos que obtiveram notas muito altas tanto nos critérios técnicos quanto sensoriais. Um dos grandes destaques foi o Alce Nero Spaghettoni de grão Cappelli, que conquistou a pontuação máxima graças à qualidade do trigo, ausência de contaminantes relevantes e ótima textura após o cozimento.
Logo ao lado está o La Molisana Spaghetti nº 15, uma marca bastante popular na Itália, elogiada pelo equilíbrio entre firmeza, sabor e desempenho nos testes de segurança.
Também se destacou o Grano Armando Spaghetto trafilado ao bronze, conhecido pelo processo de produção que deixa a massa mais rugosa, favorecendo a aderência do molho, um detalhe valorizado tanto por chefs quanto por consumidores.
Marcas tradicionais seguem fortes
O levantamento mostrou que marcas consagradas continuam entregando bons resultados. Produtos como Granoro, Liguori, Garofalo, Voiello, Barilla, Felicetti e Le Stagioni d’Italia ficaram entre os mais bem avaliados, comprovando que tradição e tecnologia podem caminhar juntas.
Mesmo massas vendidas em grande escala demonstraram bons padrões de segurança alimentar, contrariando a ideia de que apenas produtos artesanais ou premium são confiáveis.
Segurança alimentar em foco
Um dos pontos mais positivos do estudo foi o cenário geral de segurança. A Altroconsumo analisou a presença de micotoxinas, como o desoxinivalenol (DON), além de resíduos de pesticidas e outras substâncias indesejadas.
Os resultados indicam que:
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A maioria das marcas apresentou níveis muito baixos ou inexistentes de contaminantes
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Os valores encontrados estavam bem abaixo dos limites legais
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Houve melhora significativa em relação a testes realizados em anos anteriores
Isso reforça que o controle da cadeia produtiva do trigo duro na Itália tem avançado, oferecendo produtos cada vez mais seguros ao consumidor.
O que observar na hora de comprar spaghetti
O ranking também ajuda a orientar escolhas mais conscientes. Segundo os especialistas, vale prestar atenção em alguns detalhes no rótulo: o tipo de trigo utilizado, a origem da matéria-prima, processos como a trafilatura ao bronze e selos de indicação geográfica, como o IGP de Gragnano.
Outro ponto importante: preço nem sempre é sinônimo de qualidade. Algumas massas com excelente desempenho custam menos do que marcas mais famosas.
O estudo da Altroconsumo mostra que o consumidor hoje tem acesso a spaghettis que combinam sabor, tradição e segurança alimentar, seja para uma refeição do dia a dia ou para ocasiões especiais. Escolher bem faz diferença, não só no prato, mas também na saúde.
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