A nova aplicação “Travel to Europe” foi lançada com o objetivo de agilizar o controlo de fronteiras para passageiros provenientes de países terceiros. Segundo um comunicado divulgado nesta terça-feira, 17 de março, a ferramenta pretende tornar “o processo de entrada mais eficiente” nos países europeus. A fase inicial de implementação acontecerá no Aeroporto de Lisboa.
Sistema europeu motivou criação da ferramenta
A aplicação foi desenvolvida no âmbito do Sistema de Entrada/Saída da União Europeia (Entry/Exit System – EES), uma iniciativa criada para modernizar e acelerar os controlos nas fronteiras externas do bloco. De acordo com o comunicado, o sistema visa tornar os procedimentos “mais rápidos, modernos e eficientes para viajantes de países terceiros”.
O EES entrou em vigor no outono passado, mas acabou gerando problemas operacionais, incluindo longas filas que ultrapassaram sete horas em alguns pontos de controlo. Diante dessas dificuldades, o sistema foi temporariamente suspenso em dezembro para ajustes.
Como funciona a “Travel to Europe”
Com a nova app, os viajantes poderão realizar o registo até 72 horas antes da viagem. Será necessário inserir dados pessoais e “responder a um breve questionário sobre as condições de entrada no território europeu”. Após a conclusão, será gerado um código QR, que poderá ser utilizado nos quiosques de controlo de fronteira self-service – SSK, quando disponíveis na chegada a Portugal.
Uso é opcional, mas traz vantagens
As autoridades reforçam que o uso da aplicação não será obrigatório. “Embora a utilização da aplicação seja facultativa e não substitua os procedimentos normais de controlo fronteiriço, permite que parte da informação necessária seja processada antecipadamente, tornando a experiência de entrada na Europa mais simples e eficiente, tanto para viajantes como para as autoridades responsáveis pelo controlo de fronteiras”, destaca o comunicado.
Expectativa de reduzir filas e modernizar processos
Além de reduzir o tempo de espera, a expectativa é que a “Travel to Europe” ajude a evitar os congestionamentos observados anteriormente, melhorando a organização do fluxo de passageiros. Especialistas apontam ainda que, se bem implementada, a tecnologia poderá servir de modelo para outros aeroportos europeus, contribuindo para uma digitalização mais ampla dos sistemas de imigração.
A aplicação também se alinha com a tendência global de automatização e uso de dados antecipados em viagens internacionais, prática já adotada em países como Estados Unidos, Canadá e Austrália. Nos próximos meses, a União Europeia deverá avaliar o desempenho da ferramenta em Lisboa antes de expandir o seu uso para outros aeroportos do continente.
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