A Itália vive um momento histórico nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, realizados em casa, nas cidades de Milão e Cortina d’Ampezzo. Impulsionada pelo apoio da torcida e por uma geração experiente de atletas, a delegação italiana já conquistou múltiplos títulos olímpicos nesta edição, um desempenho que reforça o chamado “efeito país-sede”, frequentemente observado quando nações anfitriãs superam suas marcas anteriores.
Até 12 de fevereiro, o país havia alcançado seis medalhas de ouro, ficando entre os líderes do quadro geral e atrás apenas da Noruega em número de títulos.
Todos os ouros da Itália nos jogos de Inverno 2026
1. Francesca Lollobrigida: 3.000 m da patinação de velocidade
A primeira medalha dourada italiana veio logo no início da competição, quando a veterana venceu a prova com desempenho dominante e tempo recorde. A vitória teve forte simbolismo por ser a primeira medalha de ouro do país como anfitrião.
2. Revezamento misto: Short track
A equipe italiana conquistou o título na prova mista, garantindo um ouro coletivo que demonstrou a força do país nas modalidades de gelo e consolidou a boa fase inicial da delegação.
3. Duplas masculinas: Luge
A Itália brilhou nas pistas de gelo com vitória no luge em duplas masculinas, disciplina tradicionalmente dominada por países do centro-norte europeu.
4. Duplas femininas: Luge
No mesmo esporte, as italianas também subiram ao topo do pódio, mostrando consistência e profundidade técnica da equipe nacional.
5. Federica Brignone: Super-G do esqui alpino
Menos de um ano após sofrer lesão grave, a estrela do esqui alpino surpreendeu o mundo ao conquistar o ouro, protagonizando uma das histórias mais emocionantes da competição.
6. Francesca Lollobrigida: 5.000 m da patinação de velocidade
A patinadora voltou ao topo do pódio ao vencer também a prova mais longa da disciplina, conquistando seu segundo ouro individual e entrando para a elite histórica do esporte.
O impacto do fator casa
Historicamente, países-sede costumam melhorar seus resultados olímpicos, seja por familiaridade com as instalações, menor desgaste de viagem ou incentivo do público. Exemplos anteriores incluem recordes de medalhas dos EUA em 2002 e do Canadá em 2010.
No caso italiano, o efeito é visível: já nos primeiros dias de competição, a delegação liderava o total geral de medalhas, evidenciando consistência em várias modalidades, do esqui alpino ao short track.
Uma campanha que pode entrar para a história
Com ainda vários dias de disputas restantes, a Itália segue na briga por ampliar sua coleção de títulos e estabelecer um novo recorde nacional em Jogos de Inverno. As vitórias já conquistadas indicam um cenário promissor: atletas experientes em pico de forma, torcida engajada e um calendário com provas fortes para o país.
Se mantiver o ritmo, a campanha de 2026 poderá ser lembrada como a mais marcante da história italiana em Olimpíadas de Inverno, um marco esportivo construído literalmente em casa.
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