A Comissão Europeia afirmou nesta sexta-feira (17) que não há sinais de uma crise generalizada no abastecimento de combustível de aviação no bloco.
A declaração ocorre em meio às tensões envolvendo o Estreito de Ormuz, rota essencial para o transporte de petróleo e derivados do Golfo Pérsico, cujo bloqueio tem gerado preocupação no mercado energético.
Bruxelas nega impacto imediato nos voos
Durante coletiva de imprensa, um porta-voz da Comissão Europeia minimizou os riscos de impacto direto no setor aéreo.
“Não há indícios de uma escassez sistemática de combustível que possa levar a cancelamentos de voos em larga escala. Estamos monitorando a situação de perto, também em colaboração com a Agência Internacional de Energia.”
O representante reforçou que, até o momento, não há evidências de um problema generalizado no fornecimento.
Cancelamentos não são decisão da União Europeia
O porta-voz também esclareceu que eventuais alterações nas operações aéreas não dependem diretamente da Comissão Europeia.
“Mas não estamos vendo uma escassez sistemática e generalizada de combustível.”
“Eventuais cancelamentos de voos são decisões de competência exclusiva de aeroportos.”
Possível resposta coordenada
Apesar do tom cauteloso, a União Europeia não descarta adotar medidas caso a situação se agrave.
“Estamos nos preparando para uma possível escassez, que continua sendo uma preocupação.”
Segundo a Comissão, uma ação coordenada relacionada ao abastecimento de combustível pode ser implementada se o bloqueio na região persistir.
Dependência externa preocupa
Atualmente, cerca de 70% do combustível consumido na Europa é produzido internamente. No entanto, uma parte significativa ainda depende de importações, principalmente do Golfo Pérsico.
Esse fator aumenta a vulnerabilidade do bloco diante de interrupções nas rotas internacionais de energia.
Alerta da Agência Internacional de Energia
Apesar da avaliação mais tranquila da Comissão Europeia, a Agência Internacional de Energia mantém um alerta sobre o cenário.
Segundo o diretor Fatih Birol, alguns países europeus podem enfrentar escassez de querosene de aviação em poucas semanas, caso a crise no Oriente Médio se prolongue.
A divergência entre as análises reforça a incerteza sobre os próximos desdobramentos e mantém o setor aéreo em estado de atenção.
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