A Itália enfrenta uma transformação demográfica marcada pela queda nos nascimentos. Dados do Istituto Nazionale di Statistica – ISTAT, mostram que, em 2025, foram registrados cerca de 355 mil nascimentos, 3,9% a menos que no ano anterior. No mesmo período, ocorreram 652 mil mortes, resultando em um saldo natural negativo de quase 300 mil pessoas.
A taxa de fecundidade caiu para 1,14 filho por mulher, muito abaixo do nível de reposição. Além disso, as mulheres estão tendo filhos mais tarde: a idade média das mães chegou a 32,7 anos.
População mais velha
O impacto é direto na estrutura etária. Pessoas com mais de 65 anos já representam mais de 25% da população, enquanto o número de jovens diminui. A idade média no país subiu para 47,1 anos.
Apesar do envelhecimento, a expectativa de vida segue alta: 81,7 anos para homens e 85,7 para mulheres.
Imigração sustenta população
Mesmo com a queda natural, a população italiana se mantém em cerca de 58,9 milhões de habitantes. Isso ocorre graças à imigração. Em 2025, o saldo migratório foi positivo, com cerca de 440 mil entradas contra 144 mil saídas.
Os estrangeiros já somam mais de 5,5 milhões de residentes, o equivalente a 9,4% da população.
Desigualdade regional
O crescimento populacional é desigual. Regiões do norte concentram a expansão, enquanto áreas do sul continuam perdendo habitantes. Esse contraste reforça diferenças econômicas e sociais dentro do país.
O cenário indica um país com menos jovens, redução da população em idade ativa e aumento do número de idosos. Nesse contexto, a imigração se torna essencial para sustentar a economia e o equilíbrio demográfico.
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