Preço das casas em Portugal bate novo recorde e sobe 8% em julho

Os preços dos imóveis em Portugal voltaram a subir em julho de 2026 e atingiram um novo recorde histórico pelo nono mês consecutivo. Segundo o Idealista, a valorização foi de 8% em relação ao mesmo período do ano passado, com aumentos em todas as capitais de distrito e regiões do país.

O mercado imobiliário português voltou a registrar valorização em julho de 2026. De acordo com o mais recente índice de preços divulgado pelo portal Idealista, o valor mediano dos imóveis residenciais atingiu 3.210 euros por metro quadrado, estabelecendo um novo máximo histórico no país.

Este é o nono mês consecutivo em que os preços alcançam um recorde, confirmando a tendência de valorização observada nos últimos anos. Na comparação com julho de 2025, o preço das habitações aumentou 8%, embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado ligeiramente em relação a junho, quando a alta anual havia sido de 8,9%.

No curto prazo, a evolução também permaneceu positiva. Em relação aos três meses anteriores, os preços avançaram 0,4%, indicando que o mercado segue aquecido, apesar do crescimento mais moderado.

Valorização foi registrada em todas as capitais de distrito

Os dados mostram que o aumento dos preços não ficou restrito aos grandes centros urbanos. As 20 capitais de distrito e as regiões autónomas analisadas apresentaram valorização ao longo dos últimos 12 meses.

Entre as cidades com maior crescimento percentual, destacam-se:

  • Viseu: +20,2%;
  • Portalegre: +19,9%;
  • Guarda: +18,7%;
  • Vila Real: +18,1%;
  • Bragança: +17,8%.

Também registraram aumentos superiores a 10% os mercados de Leiria, Faro, Santarém, Beja e Coimbra, refletindo uma expansão mais ampla da procura por imóveis em diferentes regiões do país.

Já cidades tradicionalmente mais valorizadas apresentaram um crescimento mais moderado. Foi o caso de Setúbal (+9,1%), Porto (+8,4%), Funchal (+8,2%), Ponta Delgada (+5,1%) e Lisboa (+4,1%).

Lisboa continua liderando o ranking de preços

Apesar de registrar uma das menores taxas de crescimento entre as capitais analisadas, Lisboa permanece como o mercado imobiliário mais caro de Portugal.

Na capital portuguesa, o preço mediano chegou a 6.260 euros por metro quadrado, valor significativamente superior ao das demais cidades do país.

Na sequência aparecem:

  • Porto – 4.276 €/m²;
  • Funchal – 4.036 €/m²;
  • Faro – 3.885 €/m².

Já na outra ponta do ranking, Castelo Branco manteve-se como a capital de distrito mais acessível para quem pretende comprar um imóvel, com preço mediano de 1.041 euros por metro quadrado.

Distritos também registram valorização generalizada

A análise por distrito confirma que o movimento de alta foi nacional.

Os preços aumentaram nos 21 territórios avaliados pelo levantamento, sem exceção. Santarém liderou a valorização anual, com crescimento de 23,2%, seguido por Viseu, que registrou aumento de 22,7%.

Mesmo com o avanço dos preços em praticamente todo o território português, o distrito de Lisboa continua sendo o mais caro para aquisição de imóveis, apresentando um preço mediano de 4.781 euros por metro quadrado.

Na sequência aparecem Faro e a Região Autónoma da Madeira, impulsionados pela forte procura, tanto de compradores nacionais quanto internacionais.

Em contrapartida, a Guarda continua sendo o distrito mais barato do país, com um valor mediano de 721 euros por metro quadrado.

Centro lidera crescimento entre as regiões

Quando a análise considera as grandes regiões portuguesas, o Centro foi o território que apresentou a maior valorização dos imóveis nos últimos 12 meses.

Os preços na região cresceram 15,1%, superando o Alentejo, que registrou alta de 14,7%, e os Açores, com valorização de 11%.

Já a Área Metropolitana de Lisboa teve a menor variação anual entre as regiões analisadas, com crescimento de 5,6%. Ainda assim, continua sendo a região mais cara para compra de imóveis em Portugal, com preço mediano de 4.463 euros por metro quadrado.

Mercado segue aquecido apesar da desaceleração

Embora o ritmo de crescimento tenha perdido força em comparação com os meses anteriores, os dados indicam que o mercado imobiliário português continua em trajetória de valorização.

O fato de julho representar o nono recorde consecutivo de preços reforça a manutenção da elevada procura por imóveis em diversas regiões do país. Ao mesmo tempo, especialistas acompanham com atenção os próximos meses para avaliar se a desaceleração observada no crescimento anual poderá indicar um processo de estabilização dos preços ou apenas uma acomodação temporária antes de novas altas.

 

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