Autoridades gregas prenderam a tripulação de uma embarcação de recreio de bandeira italiana sob a acusação de transportar corais extraídos ilegalmente do mar Egeu. A operação foi realizada nas proximidades da ilha de Skopelos, um dos destinos turísticos mais conhecidos da Grécia por suas águas cristalinas e rica biodiversidade marinha.
De acordo com um porta-voz da Autoridade Independente de Receitas Públicas da Grécia (AADE), a embarcação foi interceptada durante uma fiscalização de rotina, quando os agentes encontraram uma grande quantidade de corais protegidos pela legislação ambiental da Grécia e da União Europeia.
Carga apreendida tem alto valor no mercado ilegal
Segundo as autoridades, o material apreendido foi avaliado em aproximadamente 800 mil euros, o equivalente a cerca de R$ 4,7 milhões. Considerando toda a operação e os itens envolvidos, o valor estimado do esquema pode chegar a quase 1 milhão de euros (cerca de R$ 5,9 milhões).
Além dos corais, os agentes localizaram diversos equipamentos de mergulho e ferramentas de corte utilizadas na extração do material, o que reforça a suspeita de que a atividade era realizada de forma organizada.
Até o momento, as autoridades gregas não divulgaram a quantidade exata de corais apreendidos nem a identidade dos integrantes da tripulação.
Corais são protegidos por leis ambientais
A retirada de corais do ambiente marinho é proibida em diversos países europeus devido à importância desses organismos para os ecossistemas oceânicos. Os recifes de coral servem de abrigo e local de reprodução para inúmeras espécies de peixes, moluscos e outros animais marinhos, além de contribuírem para a proteção da costa contra a erosão.
Na União Europeia, a comercialização e a extração de espécies protegidas estão sujeitas a rígidas normas ambientais, e a violação dessas regras pode resultar em multas elevadas, apreensão de bens e processos criminais.
Investigações continuam
As autoridades gregas seguem investigando a origem dos corais e o possível destino da carga, além de apurar se a embarcação integra uma rede internacional de tráfico de espécies marinhas protegidas.
O caso permanece sob investigação, e novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço das apurações.
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