Itália abre portas a imigrantes por falta de trabalhadores
A Itália abriu exceções em sua política migratória para atrair trabalhadores e descendentes de italianos, diante da escassez de mão de obra e do risco de colapso do sistema de pensões.
A Itália abriu exceções em sua política migratória para atrair trabalhadores e descendentes de italianos, diante da escassez de mão de obra e do risco de colapso do sistema de pensões.
Dados do Banco de Portugal mostram aumento expressivo na saída de trabalhadores estrangeiros do país, após mudanças nas políticas migratórias e queda acentuada nas entradas.
Portugal enfrenta um novo cenário migratório com crescimento de 40% na saída de trabalhadores imigrantes. A mudança nas regras de regularização, aliada à queda nas entradas, levanta alertas sobre escassez de mão de obra, impacto na Segurança Social e perda de atratividade do país como destino laboral.
A crise econômica italiana tornou evidente o papel decisivo dos imigrantes em setores-chave como agricultura, assistência domiciliar, construção, limpeza e logística. Com baixa natalidade e envelhecimento populacional, o país depende cada vez mais dessa força de trabalho para manter serviços essenciais e equilibrar receitas públicas.
Portugal voltou a registrar alta na procura pelo visto D7, principal porta de entrada para estrangeiros que desejam viver no país com rendimentos próprios ou aposentadoria.
Especialistas afirmam que a modalidade se tornou o meio mais acessível para quem busca se aposentar em Portugal, graças às regras estáveis, ao custo de vida moderado e ao sistema de saúde público eficiente.
A disputa por trabalhadores estrangeiros cresceu. Itália, Alemanha e Espanha adotaram medidas para atrair imigrantes qualificados, especialmente brasileiros.
A reversão de políticas restritivas ocorre diante da escassez de mão de obra que ameaça diversos setores econômicos da Europa, enquanto Portugal perde competitividade na corrida global por talentos.
Itália e Alemanha avançam em políticas para atrair trabalhadores brasileiros, oferecendo processos mais ágeis, incentivos e melhores condições de reconhecimento profissional. Enquanto isso, Portugal perde competitividade após suspender vistos e atrasar regulamentações, ficando atrás na disputa por mão de obra qualificada vinda do Brasil. A corrida europeia reflete a necessidade de suprir a falta de profissionais em setores essenciais.
Novos dados do Ministério do Trabalho de Portugal mostram que os brasileiros trabalhadores formais em Portugal já somam mais de 401 mil pessoas, quase 10% de todos os empregos com contribuição ativa à Segurança Social.
A comunidade brasileira se tornou o pilar do mercado de trabalho e da sustentabilidade previdenciária do país, com forte presença no turismo, setor público e serviços.
O visto de nômade digital em Portugal permite que profissionais que trabalham remotamente para empresas ou clientes no exterior morem legalmente no país.
Em 2025, é preciso comprovar renda mínima de quatro salários-mínimos portugueses, apresentar vínculo profissional remoto, seguro-viagem, documentos fiscais e certidão de antecedentes.
Entenda quem pode solicitar, quais documentos são exigidos, quanto tempo leva e como se preparar para viver em Portugal com liberdade geográfica.
Um novo levantamento da INPS mostra que a desigualdade salarial na Itália permanece alta em 2024, com diferenças que chegam a mais de 150 mil euros anuais entre os trabalhadores da base e do topo da pirâmide.