O estacionamento das praias Sintra vai passar a ser pago durante a época balnear de 2026, mesmo após críticas e protestos de moradores, partidos políticos e petições públicas.
A medida será aplicada entre 1º de junho e 30 de setembro nas zonas da Praia Grande e Praia das Maçãs, duas das áreas mais procuradas do litoral do concelho.
Como vai funcionar o estacionamento pago
Segundo a Empresa Municipal de Estacionamento de Sintra (EMES), serão instalados parquímetros:
- Nos parques de estacionamento existentes
- Nas vias de acesso às praias
- Em zonas próximas ao areal
O modelo prevê:
- Tempo máximo: 4 horas
- Valor máximo: 4 euros
Algumas exceções foram previstas:
- Residentes
- Comerciantes locais
- Pessoas com mobilidade reduzida
Além disso, áreas específicas, como zonas em terra batida ou parques mais afastados, continuarão gratuitas.
Objetivo da medida
A autarquia justifica a decisão com base na necessidade de organizar o fluxo de veículos em áreas de grande pressão turística.
Segundo o município, a medida pretende:
- Aumentar a rotatividade de vagas
- Melhorar a mobilidade
- Reduzir o congestionamento nas zonas balneares
Há ainda planos de expansão futura para locais como o Cabo da Roca.
Protestos e críticas da população
A decisão, no entanto, gerou forte reação local.
Na freguesia de Colares, foram aprovadas várias moções contra a medida por diferentes partidos, incluindo PS, CDU, Chega e Iniciativa Liberal.
Entre as principais críticas estão:
- Falta de consulta pública
- Impacto negativo no comércio local
- Dificuldade de acesso para famílias
- Penalização de residentes
Alguns partidos classificaram a medida como:
- “Portagem invisível ao lazer”
- “Entrave ao acesso livre à costa”
Petições reforçam oposição
Duas petições online também ganharam força:
- Uma contra o estacionamento pago nas praias, com mais de 1.800 assinaturas
- Outra contra parquímetros em zonas suburbanas, com centenas de apoiantes
Os subscritores alertam para o risco de transformar o acesso às praias em um privilégio econômico.
Debate sobre mobilidade continua
Apesar das críticas, a EMES mantém a implementação da medida.
A empresa defende que o sistema contribui para equilibrar o uso do espaço público e melhorar as condições de circulação.
O tema, no entanto, continua a gerar debate, especialmente em um momento em que o turismo cresce e pressiona infraestruturas locais.
O que muda para os banhistas
Quem pretende visitar as praias de Sintra neste verão deve se preparar para:
- Custos adicionais de estacionamento
- Limitação de tempo
- Possível maior fiscalização
Por outro lado, a promessa é de maior organização e disponibilidade de vagas.
O impacto real da medida só deverá ser plenamente sentido ao longo da época balnear.