O técnico Roberto Mancini iniciou sua segunda passagem pelo comando da seleção italiana com uma promessa ambiciosa: conquistar um título nos próximos quatro anos. O treinador afirmou nesta segunda-feira (21), em coletiva no centro de treinamento de Coverciano, em Florença, que pretende conduzir a Azzurra de volta ao protagonismo internacional.
“Estou certo de que levaremos alguma coisa para casa nos próximos quatro anos”, disse Mancini.
O treinador retorna à seleção depois de um período marcado por mudanças no futebol italiano e pela ausência da Itália na Copa do Mundo de 2026. A nova fase começa oficialmente com a disputa da Liga das Nações da Uefa, competição na qual a Azzurra está no Grupo A1, ao lado de França, Bélgica e Turquia.
Mancini promete uma Itália competitiva
Ao falar sobre os objetivos para seu novo ciclo, Mancini deixou claro que não pretende adotar uma postura cautelosa.
“Eu nunca começo para perder.
É preciso vencer, e rápido. Estamos otimistas, e eu entendo alguma coisa de jogadores”, acrescentou o técnico.
A declaração ocorre poucos meses depois de a Federação Italiana de Futebol (FIGC) anunciar o retorno do treinador. Em julho, Mancini já havia afirmado que esperava conquistar “um ou dois troféus” e permanecer por um longo período no comando da seleção.
A volta também representa uma tentativa de reconstrução da Azzurra após um período de resultados abaixo das expectativas. A seleção italiana tem quatro títulos mundiais, conquistados em 1934, 1938, 1982 e 2006, além de duas Eurocopas, em 1968 e 2021.
Novo ciclo começa com 34 jogadores
Para os primeiros compromissos, Mancini convocou 34 jogadores. A lista anunciada pela FIGC inclui nove atletas chamados pela primeira vez para a seleção principal: Massimo Pessina, Daniele Ghilardi, Michael Kayode, Eddy Kouadio, Alessandro Romano, Issa Doumbia, Sebastiano Esposito, Antonio Vergara e Mohamed Alì Zoma.
A presença de jovens é uma das marcas da nova convocação. Segundo Mancini, a intenção é observar jogadores que possam fazer parte da equipe nos próximos anos.
“Chamei muitos jovens porque estou convencido de que eles serão úteis para formar um time forte no futuro”, declarou o treinador.
A lista também reúne nomes já conhecidos da Azzurra, como Gianluigi Donnarumma, Alessandro Bastoni, Giovanni Di Lorenzo, Federico Dimarco, Nicolò Barella, Sandro Tonali, Federico Frattesi, Moise Kean e Giacomo Raspadori.
Itália terá quatro jogos em 11 dias
A reestreia de Mancini será marcada por uma sequência intensa de partidas. A Itália disputará quatro jogos da Liga das Nações em apenas 11 dias.
A estreia está marcada para 25 de setembro, contra a Bélgica, em casa. Três dias depois, em 28 de setembro, a Azzurra enfrentará a Turquia fora de casa.
Em seguida, a seleção viajará para enfrentar a França em 2 de outubro. O primeiro período da competição será encerrado em 5 de outubro, novamente contra a Turquia, desta vez em território italiano.
O calendário representa um início exigente para o novo ciclo. Itália, França, Bélgica e Turquia formam o Grupo A1 da Liga das Nações, e a equipe italiana terá ainda mais dois compromissos pela fase de grupos em novembro: contra a França, em 12 de novembro, e contra a Bélgica, no dia 15.
Mancini aposta em juventude para reconstruir a Azzurra
A escolha por nove estreantes faz parte da estratégia de Mancini para ampliar as opções da seleção. A própria FIGC descreveu o momento como um novo começo, destacando a necessidade de recuperar entusiasmo e confiança depois da ausência italiana na Copa do Mundo.
O treinador, que comandou a Itália na conquista da Eurocopa de 2021, volta ao cargo com a missão de formar uma equipe capaz de competir novamente por títulos.
A primeira oportunidade para testar esse novo grupo será justamente a Liga das Nações. A competição começa oficialmente em setembro e terá sua fase de grupos encerrada em novembro.
Para Mancini, porém, o projeto vai além dos resultados imediatos. A promessa feita em Coverciano estabelece um horizonte de quatro anos para que a Itália volte a levantar um troféu.
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