Itália registra roubo de 30 mil garrafas de vinho avaliadas em € 5 milhões

Quadrilha invadiu depósito da vinícola Marchesi Antinori, na Toscana, e levou rótulos de alto valor, incluindo Solaia, Tignanello e Guado al Tasso.

Uma vinícola histórica da Itália foi alvo de um roubo de grandes proporções. Cerca de 30 mil garrafas de vinho, avaliadas em € 5 milhões (aproximadamente R$ 28 milhões), foram levadas de uma unidade da Marchesi Antinori em Cortona, na região da Toscana. O crime ocorreu durante a madrugada de domingo (4) e foi descoberto na manhã de segunda-feira (5), quando funcionários chegaram ao local.

Segundo informações divulgadas pela imprensa italiana, o grupo era formado por pelo menos sete pessoas. Os suspeitos teriam desativado o sistema de alarme, inutilizado as câmeras de vigilância e utilizado dois caminhões para transportar a carga. Para movimentar as garrafas, teriam recorrido às empilhadeiras da própria empresa.

Todas as garrafas roubadas pertenciam à safra de 2023. Entre os rótulos levados estavam Solaia, Tignanello e Guado al Tasso, alguns dos vinhos mais conhecidos da produtora toscana.

Solaia está entre os principais alvos

Uma das maiores perdas envolve o Solaia, vinho de prestígio internacional produzido pela Marchesi Antinori. Aproximadamente 10 mil garrafas dessa variedade teriam sido levadas, segundo a imprensa italiana.

O carregamento também incluía exemplares de Tignanello e Guado al Tasso. Os preços dos vinhos roubados variam de € 120 a € 300 por garrafa, de acordo com as informações divulgadas sobre o caso. O valor total estimado da carga é de € 5 milhões.

A mercadoria já estava organizada em caixas para ser enviada ao exterior nos dias seguintes. Essa circunstância pode ter facilitado o transporte de uma quantidade tão grande de garrafas, embora as autoridades ainda investiguem como o crime foi planejado e executado.

Empresa suspeita de ação organizada

O diretor-executivo da Marchesi Antinori, Renzo Cotarella, afirmou que os responsáveis parecem ter conhecimento prévio da estrutura da vinícola e da operação logística.

Em declarações reproduzidas pelo jornal Corriere della Sera, Cotarella levantou a possibilidade de que o grupo esteja relacionado a outros roubos registrados em vinícolas italianas nos últimos meses.

A empresa também alertou clientes internacionais sobre o crime e recomendou cautela diante de ofertas de seus vinhos realizadas fora dos canais oficiais de venda.

Uma das preocupações é o possível destino da carga. Por se tratar de rótulos valorizados no mercado de vinhos finos, as garrafas podem despertar interesse de colecionadores e compradores especializados. Até o momento, porém, não há confirmação sobre quem receberia os produtos ou para onde foram levados.

Polícia investiga o caso

O roubo é investigado pelas autoridades italianas. Entre os pontos a esclarecer estão a identificação dos envolvidos, a rota utilizada para transportar a carga e a eventual ligação com outros crimes semelhantes.

A localização da vinícola, em uma área mais isolada, também pode dificultar a obtenção de imagens de câmeras públicas nas imediações, conforme informações divulgadas pela imprensa italiana.

A Marchesi Antinori é uma das produtoras de vinho mais tradicionais da Itália. A história da família no setor remonta a 1385, e a empresa mantém operações em diferentes regiões italianas e também no exterior.

O caso é apontado pela imprensa italiana como o roubo de vinhos de maior valor já registrado no país, tanto pela quantidade de garrafas quanto pela estimativa financeira do prejuízo.

 

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