Itália e Brasil reforçaram a parceria bilateral na área de ciência e inovação com a assinatura do Segundo Programa Executivo de Cooperação Científica e Tecnológica 2026–2028, firmada nesta terça-feira, 14 de janeiro de 2026, em Brasília.
O acordo foi assinado pelo embaixador da Itália no Brasil, Alessandro Cortese, e pelo presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP), Marcel do Nascimento Botelho.
A cerimônia ocorreu no Departamento de Ciência, Tecnologia, Inovação e Propriedade Intelectual do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, com a presença de autoridades brasileiras ligadas à política científica e tecnológica.
Ampliação da cooperação bilateral
O novo programa cobre o triênio de 2026 a 2028 e prevê o financiamento de dez projetos bilaterais, um a mais do que na edição anterior (2022–2024). A iniciativa busca aprofundar a colaboração entre instituições de pesquisa dos dois países em áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento científico e econômico.
As áreas contempladas incluem:
- Ciências Astronômicas e Espaciais
- Biodiversidade e Bioeconomia
- Doenças Infecciosas sob a abordagem One Health
- Matemática e Inteligência Artificial
- Física da Matéria e Materiais Avançados
- Energias Renováveis
- Agricultura Sustentável
Segundo os organizadores, os projetos foram selecionados com foco em inovação, impacto social e fortalecimento de redes científicas internacionais.
Financiamento e instituições envolvidas
No Brasil, os projetos serão co-financiados por fundações estaduais de amparo à pesquisa de sete estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Pernambuco.
Do lado italiano, participam seis universidades, dois institutos do Conselho Nacional de Pesquisas (CNR), o Instituto Nacional de Astrofísica e um Instituto de Internação e Tratamento com Caráter Científico (IRCCS).
A diversidade institucional reflete a intenção de promover uma cooperação ampla, envolvendo tanto pesquisa básica quanto aplicada.
Presenças institucionais
Além dos signatários, estiveram presentes na cerimônia o secretário Rafael Della Giustina Leal, chefe da Divisão de Ciência, Tecnologia e Inovação do Itamaraty, o ministro José Roberto de Andrade Filho, assessor do departamento, e a diretora de Cooperação Internacional do CONFAP, Maria Zaira Turchi.
Importância estratégica
O novo programa consolida a cooperação científica entre Itália e Brasil como um dos eixos centrais da relação bilateral.
Para ambos os países, o intercâmbio de conhecimento, pesquisadores e tecnologias é visto como ferramenta essencial para enfrentar desafios globais, como transição energética, segurança alimentar, saúde pública e transformação digital.
Com a ampliação do número de projetos e a diversificação das áreas apoiadas, a expectativa é de que o programa gere impactos duradouros tanto na produção científica quanto na formação de recursos humanos altamente qualificados.