A Comissão Europeia pediu aos cidadãos dos países do bloco que reduzam deslocações e priorizem o teletrabalho como forma de enfrentar uma possível crise energética prolongada.
O alerta surge em meio ao impacto de tensões internacionais, especialmente no Oriente Médio, que vêm pressionando o fornecimento global de petróleo e gás. Autoridades europeias avaliam que a situação pode se estender por mais tempo do que o previsto, afetando os preços e a disponibilidade de energia.
Entre as primeiras orientações estão trabalhar a partir de casa sempre que possível, diminuir o uso de carros particulares e evitar viagens desnecessárias, principalmente de avião. A intenção é reduzir o consumo de combustíveis em um momento de instabilidade no mercado global.
Medidas para reduzir o consumo de energia
Além do teletrabalho, a Comissão Europeia sugere outras ações para diminuir a demanda energética. Entre elas estão o incentivo ao uso de transporte público, o compartilhamento de veículos e a redução dos limites de velocidade nas estradas, já que velocidades menores contribuem para economizar combustível.
Autoridades classificam o cenário como preocupante e ainda sem previsão clara de normalização. Mesmo com possíveis avanços diplomáticos, a recuperação do abastecimento energético pode levar tempo, sobretudo devido a impactos em infraestruturas.
A iniciativa retoma propostas já discutidas anteriormente por organismos internacionais de energia, agora reforçadas como resposta emergencial ao agravamento da situação.
Por fim, a União Europeia destaca a importância de acelerar a transição para fontes renováveis, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis e aumentando a segurança energética no longo prazo.
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