Jornais italianos celebram primeira vitória de Ancelotti com o Brasil na Copa

A primeira vitória de Carlo Ancelotti no comando da seleção brasileira repercutiu com entusiasmo na Itália. Após o triunfo por 3 a 0 sobre o Haiti pela Copa do Mundo, jornais italianos elogiaram as mudanças promovidas pelo treinador, destacaram a atuação de Vinicius Junior e apontaram Matheus Cunha como a peça que faltava ao ataque brasileiro. O resultado colocou o Brasil na liderança do Grupo C.

A vitória da seleção brasileira sobre o Haiti por 3 a 0, pela segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo, foi recebida com entusiasmo pela imprensa esportiva italiana. 

Os principais jornais do país destacaram o impacto positivo de Carlo Ancelotti no comando da equipe e trataram o resultado como um importante passo para aliviar a pressão após o empate na estreia.

A goleada marcou a primeira vitória de Ancelotti no Brasil desde que assumiu oficialmente a seleção.

Gazzetta destaca superação do medo

A tradicional Gazzetta dello Sport avaliou que o principal adversário do Brasil não estava dentro de campo.

Segundo o jornalista Fabio Licari, a equipe precisava superar a tensão acumulada após a estreia para voltar a apresentar seu melhor futebol.

“Passado o medo, o verdadeiro inimigo do Brasil”, escreveu o diário esportivo italiano.

A publicação destacou a postura mais confiante da seleção e a evolução do desempenho coletivo.

Eurosport vê superioridade absoluta

Para a edição italiana da Eurosport, a diferença técnica entre as equipes foi determinante desde os primeiros minutos.

O portal resumiu a partida afirmando que o Brasil “engoliu o Haiti em uma só mordida”, destacando a fragilidade do adversário diante da qualidade brasileira.

Vinicius Junior recebe elogios

A atuação de Vinicius Junior foi um dos pontos mais destacados pela imprensa italiana.

O jornal La Repubblica utilizou uma metáfora forte para descrever o desempenho do atacante.

Segundo a publicação, as arrancadas de Vinicius foram verdadeiras “facadas” para a defesa haitiana, incapaz de acompanhar sua velocidade e capacidade de desequilíbrio.

Além do gol marcado, o jogador também participou diretamente da construção das principais jogadas ofensivas.

Mudanças de Ancelotti foram decisivas

Os jornais italianos atribuíram grande parte do sucesso às alterações promovidas por Carlo Ancelotti.

A entrada de Matheus Cunha no lugar de Igor Thiago e a mudança do sistema para o 4-3-3 receberam elogios praticamente unânimes.

O Corriere della Sera definiu as escolhas do treinador como uma “feliz intuição”.

Já a Gazzetta dello Sport foi além e classificou Cunha como o centroavante móvel que faltava à seleção brasileira.

Matheus Cunha foi destaque

Matheus Cunha aproveitou a oportunidade e respondeu dentro de campo.

O atacante marcou dois gols, aos 24 e aos 36 minutos do primeiro tempo, sendo decisivo para a construção da vantagem brasileira.

A atuação fortalece sua candidatura a uma vaga permanente na equipa titular nas próximas partidas.

Endrick ainda gera dúvidas

Outro tema presente nas análises foi a participação de Endrick.

Tratado por parte da torcida como uma das grandes promessas da seleção, o jovem atacante entrou no segundo tempo, chegou a balançar as redes, mas teve o gol anulado por impedimento.

Os comentários apontaram que a expectativa continua elevada, mas que o jogador ainda busca convencer plenamente em grandes competições.

Lesão de Raphinha preocupa

O único ponto negativo destacado pela imprensa italiana foi a saída precoce de Raphinha.

O atacante deixou o campo ainda na primeira etapa após sentir um problema muscular.

A comissão técnica deverá avaliar a gravidade da lesão nos próximos dias, mas a situação já gera preocupação para a sequência da competição.

Brasil assume liderança do grupo

Com a vitória, a seleção brasileira assumiu a liderança do Grupo C e chega mais tranquila para a próxima rodada.

A repercussão positiva na Itália reforça a confiança em torno do trabalho de Ancelotti, que conquistou seu primeiro triunfo à frente da equipa nacional e recebeu elogios por suas decisões táticas e pela capacidade de reação após a estreia.

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