A espera pelo primeiro título de residência em Portugal continua a gerar dúvidas entre milhares de imigrantes.
Após concentrar esforços na regularização das renovações, a Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) esclareceu quais são os prazos previstos para quem aguarda a primeira autorização de residência.
Segundo fontes da AIMA, a maior parte dos processos pendentes refere-se a pedidos realizados por reagrupamento familiar e por visto de procura de trabalho, modalidade que foi extinta em outubro do ano passado, mas que ainda gerou cerca de 70 mil vistos emitidos ao longo de 2025.
Reagrupamento familiar pode levar até nove meses
Para quem solicitou a primeira autorização de residência por reagrupamento familiar, o prazo previsto para conclusão do processo pode chegar a nove meses.
Esse período está previsto na legislação em vigor desde a alteração da Lei dos Estrangeiros, aprovada em outubro. Segundo a AIMA, neste momento os processos dessa modalidade estão sendo analisados dentro desse prazo.
Outras modalidades seguem sem atrasos relevantes
Já nos pedidos apresentados por outras vias, como os antigos vistos de procura de trabalho, a agência afirma que não existem atrasos significativos.
Segundo a AIMA, o fator que mais influencia o tempo de análise é a correta instrução do processo. Isso significa que todos os documentos exigidos devem ser apresentados desde o início, evitando pedidos de complementação que acabam prolongando a tramitação.
Casa da Moeda não é responsável pela demora
A agência também esclareceu que a demora não está relacionada com a impressão dos documentos.
De acordo com as informações apuradas, não existem problemas na Casa da Moeda que estejam afetando a emissão dos cartões de residência. Assim, o tempo de espera decorre principalmente da análise administrativa dos processos.
A recomendação da AIMA é que os requerentes acompanhem os canais oficiais e mantenham a documentação atualizada durante toda a tramitação.