Contas de luz e gás sobem 11,4% na Itália e geram custo extra de € 1,8 bilhão às famílias

As contas de energia das famílias italianas ficaram 11,4% mais caras entre fevereiro e agosto de 2026, gerando um custo adicional de € 1,8 bilhão. O gás teve a maior alta, de 13,5%, enquanto a eletricidade subiu 10,1%. A Lombardia concentrou o maior impacto financeiro entre as regiões.

As famílias italianas tiveram um aumento significativo nos gastos com energia nos últimos seis meses. Entre fevereiro e agosto de 2026, os preços de eletricidade, gás e outros combustíveis para uso doméstico avançaram 11,4%, provocando um custo adicional estimado em € 1,8 bilhão para os quase 27 milhões de núcleos familiares do país.

Os números fazem parte de uma análise da Confartigianato, apresentada nesta terça-feira (22), durante a 22ª edição da convenção “Energies and Sustainability Confartigianato High School”, realizada em Domus de Maria, na província de Cagliari.

O aumento dos preços da energia ocorreu em um ritmo muito superior ao da inflação geral no mesmo período. Segundo o levantamento, enquanto a inflação ficou em 2,8%, os preços de energia no varejo avançaram quatro vezes mais rapidamente.

Gás lidera os aumentos

Entre os principais componentes da conta de energia, o gás registrou a maior alta no período, com avanço de 13,5%. A eletricidade também ficou mais cara, com aumento acumulado de 10,1% entre fevereiro e agosto.

A Confartigianato relaciona o movimento à crise no Golfo, que provocou impactos sobre os mercados de energia durante o período analisado. A entidade calculou o efeito dos aumentos sobre os orçamentos familiares a partir da evolução dos preços de eletricidade, gás e outros combustíveis domésticos.

O resultado aparece em um momento de forte preocupação com os custos de energia na Itália, já que alterações nos preços internacionais de combustíveis podem chegar ao consumidor por meio das tarifas e dos preços praticados no mercado.

Lombardia concentra maior impacto financeiro

O impacto dos aumentos não foi igual em todas as regiões italianas. A Lombardia registrou o maior custo adicional para as famílias, estimado em € 329 milhões, enquanto os preços dos produtos energéticos considerados na análise aumentaram 12,3% no período.

O Vêneto aparece em seguida, com € 216 milhões de gasto adicional. A região, porém, registrou o maior aumento percentual entre as regiões italianas, de 14,8%.

Na sequência estão o Lácio, com € 166 milhões de custo extra; a Emília-Romanha, com € 155 milhões; e o Piemonte, com € 144 milhões.

Outras regiões também registraram aumentos expressivos:

  • Campânia: € 123 milhões;
  • Toscana: € 106 milhões;
  • Puglia: € 95 milhões;
  • Sicília: € 91 milhões;
  • Friuli-Veneza Giulia: € 58 milhões;
  • Ligúria: € 51 milhões;
  • Trentino-Alto Ádige: € 47 milhões;
  • Marche: € 43 milhões;
  • Calábria: € 41 milhões.

Os menores impactos financeiros foram registrados na Úmbria (€ 25 milhões), Basilicata (€ 12 milhões), Molise (€ 7 milhões) e Vale de Aosta (€ 4 milhões).

Roma lidera entre as cidades analisadas

Quando o levantamento considera os dados disponíveis para 78 capitais provinciais, Roma aparece com o maior custo adicional para as famílias.

Na capital italiana, o aumento representa € 123 milhões a mais nos gastos domésticos, enquanto os preços da energia na região registraram alta de 9,5% no período.

Milão aparece em seguida, com € 116 milhões de gasto adicional e aumento de 12,6% nos preços de energia. Turim ocupa a terceira posição, com € 75 milhões.

Alta da energia supera avanço geral dos preços

A diferença entre o comportamento da energia e da inflação ajuda a dimensionar o impacto sobre o orçamento das famílias.

No período analisado pela Confartigianato, os preços de eletricidade, gás e outros combustíveis domésticos avançaram 11,4%, enquanto a inflação geral ficou em 2,8%. O gás teve alta de 13,5% e a eletricidade, de 10,1%.

A análise da entidade foi apresentada durante um evento dedicado a energia e sustentabilidade, organizado pela Confartigianato em parceria com os consórcios de energia Caem, CEnPI e Multienergia. A convenção ocorre entre os dias 21 e 23 de setembro, em Domus de Maria, na Sardenha.

Os dados mostram, portanto, que a crise energética voltou a pressionar diretamente o orçamento das famílias italianas, com efeitos que variam de acordo com a região e o comportamento dos preços locais.

 

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