Portugal registra mais de 600 tentativas de entrada com documentos falsos em 2025

Mais de 600 pessoas tentaram entrar em Portugal com documentos falsos em 2025, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna. O número representa aumento em relação ao ano anterior e levanta alerta sobre controle nas fronteiras.

Mais de 600 pessoas tentaram entrar em Portugal utilizando documentos falsos ao longo de 2025, segundo dados do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI). O total de 627 casos representa um aumento significativo em relação aos 521 registados em 2024.

O crescimento do número de tentativas levanta preocupações sobre o uso do país como possível porta de entrada para o espaço Schengen, embora as autoridades rejeitem essa interpretação.

Aumento de casos e reforço na fiscalização

De acordo com o relatório, o aumento pode estar diretamente ligado ao reforço do controlo nas fronteiras, especialmente após a PSP assumir funções que antes pertenciam ao extinto SEF.

Ou seja, o crescimento nos números não significa necessariamente mais tentativas reais, mas sim maior capacidade de detecção por parte das autoridades.

Principais nacionalidades envolvidas

O relatório aponta que as tentativas de entrada com documentação irregular envolveram sobretudo cidadãos de:

  • Albânia
  • Geórgia
  • Irão

As irregularidades incluem desde passaportes falsificados até uso de documentos de terceiros ou vistos adulterados.

Recusas de entrada também aumentam

Além das tentativas com documentos falsos, o RASI revela que 2.140 pessoas foram impedidas de entrar em território português em 2025.

Entre elas, destacam-se:

  • Brasil: 749 recusas
  • Angola: 396 recusas

Na maioria dos casos, o motivo foi a falta de documentação adequada ou inconsistências nos requisitos de entrada.

Fronteiras aéreas concentram os casos

Quase todas as ocorrências foram registradas em aeroportos, reforçando o papel das fronteiras aéreas como principal ponto de controle migratório.

Os voos com maior incidência de passageiros em situação irregular tiveram origem em:

  • Casablanca
  • São Paulo
  • Dacar

Essas rotas concentram grande parte do fluxo migratório internacional para Portugal.

Portugal no contexto europeu

Apesar dos números, as autoridades portuguesas insistem que o país não está a ser utilizado de forma desproporcional como porta de entrada irregular para a Europa.

O reforço da fiscalização e a reorganização institucional após o fim do SEF são apontados como fatores determinantes para o aumento das detenções.

Comente

Neste Artigo

Sobre o autor