A charmosa ilha de Capri decidiu apertar as regras para controlar o turismo e tornar a experiência mais agradável tanto para visitantes quanto para moradores. O destino, um dos mais famosos da Itália, enfrenta há anos o desafio do excesso de turistas, especialmente durante o verão.
Com picos que chegam a 50 mil visitantes por dia, número muito superior à população local estimada entre 13 mil e 15 mil habitantes, as autoridades locais decidiram agir para reduzir o impacto do turismo massivo.
Nova regra mira abordagem insistente a turistas
A principal mudança é a proibição de abordagens consideradas invasivas por parte de comerciantes e operadores turísticos.
Segundo a nova regulamentação, fica proibido:
- Abordar turistas de forma insistente em espaços públicos
- Distribuir panfletos, mapas ou publicidade sem solicitação
- Interromper a circulação de visitantes com ofertas de serviços
A medida responde a uma prática comum na ilha, onde turistas são frequentemente abordados diversas vezes ao sair do porto rumo ao centro.
O presidente da câmara, Paolo Falco, destacou que esse comportamento “prejudica a percepção da ilha” e compromete a experiência dos visitantes.
Turismo mais organizado e menos invasivo
Além da nova proibição, Capri já vinha adotando outras medidas para controlar o fluxo turístico.
Entre elas:
- Limitação do tamanho de grupos turísticos
- Proibição do uso de megafones por guias
- Restrição ao uso de guarda-chuvas como sinalização
Essas ações têm como objetivo reduzir o ruído, melhorar a mobilidade e preservar o ambiente sofisticado da ilha.
Multas para quem descumprir as regras
A fiscalização será acompanhada de penalidades.
Comerciantes ou operadores que desrespeitarem as novas normas podem receber multas que variam entre 25 e 500 euros.
A intenção é garantir que a atividade turística continue existindo, mas de forma mais equilibrada e menos agressiva.
Capri tenta equilibrar turismo e qualidade de vida
O caso de Capri reflete um movimento mais amplo em destinos europeus que buscam controlar o chamado overtourism.
A ilha continua sendo um dos destinos mais desejados do Mediterrâneo, mas agora aposta em um modelo mais sustentável, que preserve sua identidade e qualidade de vida.
A mensagem das autoridades é clara: turistas são bem-vindos, mas com respeito ao ritmo e ao estilo único de Capri.