Viajar com cães e gatos para a Europa terá novas regras a partir de junho de 2026. As mudanças anunciadas pela União Europeia afetam principalmente tutores que saem de países fora do bloco europeu, como o Brasil, e envolvem documentação, validade de certificados sanitários e exigências para animais viajando desacompanhados.
As alterações fazem parte de uma atualização nas normas sanitárias e de controle animal adotadas pelos países da União Europeia.
Passaporte europeu deixa de valer para alguns tutores
Uma das principais mudanças envolve o chamado “Pet Passport”, o passaporte europeu para animais de estimação.
A partir das novas regras, o documento só poderá ser utilizado por pets cujos tutores tenham residência habitual em um país da União Europeia.
Na prática, isso significa que brasileiros que vivem no Brasil e viajam temporariamente para a Europa com seus animais não poderão mais utilizar o passaporte europeu como principal documento de entrada.
AHC e CVI continuam obrigatórios para quem sai do Brasil
Para tutores que embarcam do Brasil com destino à União Europeia, o Animal Health Certificate (AHC), equivalente ao Certificado Veterinário Internacional (CVI) brasileiro, continuará sendo obrigatório.
O documento é exigido para comprovar que o animal atende às normas sanitárias europeias e poderá ser solicitado tanto no embarque quanto na chegada ao país de destino.
Apesar da manutenção da exigência, houve uma mudança importante relacionada à validade do certificado.
Certificado terá validade maior dentro da União Europeia
Até então, o AHC permitia circulação do pet pela União Europeia durante quatro meses após a entrada no bloco.
Com a atualização das regras, o prazo será ampliado para seis meses.
A mudança beneficia principalmente tutores que pretendem viajar por vários países europeus ou permanecer por períodos mais longos no continente.
Emissão do certificado terá novas exigências
Outra alteração importante entra em vigor em 1º de junho de 2026.
A partir dessa data, apenas veterinários autorizados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) poderão emitir o certificado sanitário necessário para viagens internacionais de pets.
Além disso, o documento deverá continuar sendo emitido até 10 dias antes da entrada do animal na União Europeia.
Especialistas recomendam que tutores iniciem o planejamento da viagem com antecedência, já que parte da documentação exige etapas prévias e prazos específicos.
O que será exigido para pets viajando sozinhos
As novas regras europeias também endurecem o controle sobre animais transportados desacompanhados.
Agora, quando o pet viajar separado do tutor, será necessário comprovar que o responsável viajará até cinco dias antes ou depois do embarque do animal.
A comprovação poderá ser feita por meio de:
- Passagem aérea;
- Cartão de embarque;
- Reserva de viagem;
- Ou declaração assinada pelo tutor.
Sem esses documentos, o embarque do animal poderá ser recusado pelas autoridades ou pelas companhias aéreas.
Regras sanitárias continuam obrigatórias
Apesar das mudanças, várias exigências continuam exatamente as mesmas para entrada de cães e gatos na União Europeia.
Entre os requisitos obrigatórios estão:
- Microchip de identificação compatível com padrão internacional;
- Vacinação antirrábica válida;
- Exame sorológico de raiva;
- E emissão do CVI dentro do prazo exigido.
A sorologia da raiva continua sendo uma das etapas mais importantes do processo para pets vindos do Brasil, já que o exame precisa respeitar períodos mínimos antes da viagem.
Planejamento antecipado evita problemas
Especialistas em transporte internacional de animais alertam que a documentação para entrada de pets na Europa pode levar meses para ser concluída, especialmente devido aos prazos da vacinação e da sorologia.
Por isso, o ideal é começar a organização da viagem com bastante antecedência para evitar atrasos, recusas no embarque ou problemas na imigração sanitária europeia.
As novas regras entram em vigor oficialmente em junho de 2026 e devem impactar principalmente brasileiros que viajam ou se mudam para países da União Europeia acompanhados de cães e gatos.
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