A União Europeia (UE) vai suspender, a partir desta quinta-feira, 3 de setembro, as importações de produtos de origem animal provenientes do Brasil. A decisão foi comunicada pela Comissão Europeia na segunda-feira (31) e ocorre após o bloco considerar insuficientes as garantias apresentadas pelo governo brasileiro sobre o cumprimento das normas sanitárias europeias.
A medida afeta uma série de produtos brasileiros, incluindo carnes bovina e de aves, além de ovos, mel, tripas e pescados.
Comissão Europeia mantém decisão
De acordo com o eurodeputado irlandês Ciaran Mullooly, a suspensão entrará em vigor na data prevista, apesar das tentativas do governo brasileiro de reverter a decisão ou, ao menos, adiar o início do bloqueio.
Segundo Mullooly, a Comissão Europeia informou que as questões relacionadas à segurança dos produtos ainda não foram suficientemente solucionadas para permitir a continuidade das importações.
“É oficial, a carne bovina brasileira sai do menu a partir de quinta-feira na Irlanda e na Europa. A Comissão Europeia confirmou-me que questões de segurança não foram resolvidas”, escreveu o eurodeputado em suas redes sociais.
Bloqueio atinge diferentes produtos brasileiros
Embora a carne bovina esteja entre os principais produtos afetados, a decisão europeia não se limita ao setor. As restrições também abrangem carnes de aves, ovos, mel, tripas e pescados de origem brasileira.
A suspensão representa uma nova barreira para a entrada desses produtos no mercado europeu, um dos principais destinos das exportações brasileiras de alimentos.
Brasil tentou adiar entrada em vigor
Nos últimos dias, o governo brasileiro buscou negociar com as autoridades europeias uma revisão da medida. Entre os pedidos estava a possibilidade de prorrogar a data prevista para o início da suspensão, enquanto as autoridades brasileiras apresentariam novos argumentos e garantias sobre os controles sanitários adotados no país.
No entanto, segundo o eurodeputado irlandês, os esforços não foram suficientes para convencer a Comissão Europeia a alterar o calendário.
Com isso, a partir de 3 de setembro, os produtos abrangidos pela decisão deixarão de ser aceitos nas importações destinadas ao mercado da União Europeia.
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