Proposta do MAIE pode redefinir regras de cidadania italiana por descendência

O MAIE apresentou na Câmara italiana uma proposta para alterar o ius sanguinis, sugerindo limitar a cidadania por descendência às duas primeiras gerações e exigir fluência em italiano nível B1 para descendentes mais distantes. A medida reacende o debate sobre identidade e acesso à dupla cidadania e pode impactar milhões de ítalo-descendentes, especialmente na América do Sul. Até agora, nada foi aprovado e a legislação atual segue em vigor.

Regiões da Itália que perdem população e vendem casas baratas

Diversas regiões italianas sofrem esvaziamento populacional e passaram a vender imóveis por valores muito baixos. Cidades na Sicília, Calábria, Basilicata e Molise oferecem casas acessíveis, algumas por apenas 1 euro, além de incentivos para atrair novos moradores. A matéria explica as causas, os preços, as exigências e os desafios de viver nesses vilarejos.

Cidadania italiana segue em alta mesmo com restrições do decreto Tajani

Apesar das restrições do decreto-lei Tajani, o interesse pela cidadania italiana permanece elevado. Entre março e setembro de 2025, o Tribunal de Veneza recebeu mais de 10 mil novos processos, com mais de 320 mil pessoas interessadas. A Corte Constitucional deve julgar a lei em março de 2026, definindo o futuro do reconhecimento da cidadania por descendência.

Quem é Giovanni Pitruzzella, relator do julgamento do Decreto Tajani na Corte Constitucional da Itália

Giovanni Pitruzzella é jurista italiano, especialista em Direito Constitucional, nomeado à Corte Constitucional em 2023 pelo presidente Sergio Mattarella. Ele será o relator do julgamento que analisará o Decreto Tajani, norma que alterou as regras da cidadania italiana por descendência. A audiência ocorrerá em março de 2026 e a decisão poderá impactar milhões de ítalo-descendentes no mundo.

Corte Constitucional julgará Decreto Tajani em março de 2026

A Corte Constitucional da Itália marcou para 11 de março de 2026 a audiência que decidirá a constitucionalidade do Decreto Tajani, lei que mudou o reconhecimento da cidadania italiana por descendência. O processo foi levado por descendentes venezuelanos e tem apoio de entidades da diáspora. A sentença deve sair em maio e pode afetar todos os pedidos apresentados após março de 2025.

Críticas ao novo decreto italiano: ex-parlamentar diz que governo trata descendentes como “empregadinhos”

O novo decreto que regulamenta o Decreto Tajani permite que descendentes de italianos solicitem residência para trabalho subordinado fora das cotas migratórias e, após dois anos, peçam cidadania por naturalização. Luis Roberto Lorenzato afirma que a medida rompe a tradição da Itália com sua diáspora e reduz os oriundi a mão de obra barata, chamando o governo de “desastroso”.