Corte Constitucional da Itália rejeita ação do Tribunal de Turim contra decreto da cidadania italiana

A Corte Constitucional da Itália decidiu que não são procedentes parte das contestações apresentadas pelo Tribunal de Turim contra o Decreto-Lei nº 36/2025, posteriormente convertido na Lei nº 74/2025. O tribunal alegava possível violação ao princípio da igualdade e a direitos adquiridos nas novas regras para reconhecimento da cidadania italiana por descendência. A Corte rejeitou os argumentos e declarou parte das alegações inadmissíveis. A decisão foi divulgada em comunicado oficial, enquanto a fundamentação completa ainda deve ser publicada. Novos questionamentos, incluindo um caso do Tribunal de Mantova, serão analisados em junho.

Brasil e União Europeia renovam acordo e brasileiros continuam sem visto para viajar à Europa

Brasil e União Europeia atualizaram o acordo de mobilidade que garante a isenção de visto para viagens de curta duração. Com a renovação, brasileiros continuam podendo visitar países do espaço Schengen por até 90 dias dentro de um período de 180 dias para turismo, negócios ou visitas. A atualização busca alinhar o tratado às regras migratórias europeias e ocorre enquanto a União Europeia prepara a implementação do sistema eletrônico de autorização de viagem ETIAS, previsto para os próximos anos.

Advogado critica Decreto Tajani na Corte Constitucional e chama lei de “confusão à italiana”

O julgamento do chamado Decreto Tajani na Corte Constitucional da Itália ganhou novos contornos após críticas de advogados durante a audiência. Um dos representantes afirmou que a legislação que restringe a cidadania italiana por descendência criou “uma perfeita confusão à italiana”. A decisão da Corte pode afetar milhares de processos de reconhecimento de cidadania, especialmente entre descendentes de italianos no exterior, incluindo o Brasil.

Referendo na Itália coloca reforma da Justiça no centro do debate político

A Itália se prepara para um referendo decisivo sobre a reforma do sistema judicial, marcado para março de 2026. A proposta prevê mudanças como a separação das carreiras entre juízes e promotores e a reestruturação do Conselho Superior da Magistratura. Defendida pelo governo como uma modernização da Justiça, a iniciativa enfrenta críticas de setores da magistratura e da oposição, que temem impactos na independência do Judiciário. A votação também envolve italianos residentes no exterior e promete influenciar o debate político no país.