O possível retorno do príncipe Harry e de Meghan Markle ao Reino Unido, após seis anos vivendo nos Estados Unidos, coloca novamente os Sussex no centro das atenções e pode criar um novo desafio para a monarquia britânica.
A informação, divulgada nesta semana pela imprensa internacional, ainda não foi confirmada oficialmente pelo casal. Segundo relatos, Harry, Meghan e os filhos, Archie e Lilibet, devem voltar a viver no Reino Unido a partir de setembro de 2026. As crianças já estariam matriculadas em uma escola britânica para o início do ano letivo.
A possível mudança acontece seis anos depois de Harry e Meghan deixarem o país e se afastarem das funções oficiais da família real, em uma decisão que ficou conhecida mundialmente como “Megxit”.
Um retorno que não significa voltar à realeza
De acordo com a imprensa francesa, a mudança não representaria uma reintegração de Harry e Meghan à monarquia. O casal continuaria vivendo como cidadão comum, sem funções oficiais e fora das propriedades pertencentes à Coroa.
O Le Figaro classificou o retorno como um novo desafio para a monarquia britânica e chegou a brincar com a possibilidade de um novo termo: depois do “Megxit”, estaria surgindo o “Megxin”, em referência à volta do casal ao Reino Unido.
A escolha de retornar também levanta dúvidas sobre as razões por trás da decisão. Uma das possibilidades apontadas é o desejo de aproximar Archie e Lilibet das raízes britânicas do pai e dos avós, especialmente do rei Charles III.
Outra explicação é mais pragmática: os projetos desenvolvidos por Harry e Meghan nos Estados Unidos não teriam alcançado todas as expectativas criadas desde a mudança para a Califórnia.
A relação com Charles melhorou, mas William continua sendo um obstáculo
Um dos pontos mais delicados de uma eventual volta será a relação de Harry com o príncipe William.
Embora existam sinais de uma possível reaproximação entre Harry e o rei Charles III, a relação entre os dois irmãos permanece profundamente marcada pelos conflitos dos últimos anos.
O Le Parisien destaca que a reconciliação com William, futuro rei do Reino Unido, pode ser o principal desafio para Harry. A distância física que durante anos separou os dois irmãos deixaria de existir caso os Sussex realmente voltem a morar nos arredores de Londres.
Isso significa que antigos conflitos familiares poderiam voltar ao centro da cobertura da imprensa britânica.
A imprensa britânica deve voltar a acompanhar cada passo do casal
Para especialistas ouvidos pela imprensa internacional, o retorno também poderá representar uma nova fase de enorme exposição para Harry e Meghan.
Nathalie Weidhase, da Universidade de Surrey, afirmou à AFP que, caso a mudança seja confirmada, a atenção pública deverá novamente se concentrar nos conflitos que contribuíram para a saída do casal do Reino Unido.
Entre os assuntos que podem voltar à discussão estão as acusações de racismo sofrido por Meghan Markle, as preocupações relacionadas à segurança e as revelações feitas por Harry em sua autobiografia, “O que sobra”, na qual o príncipe expôs episódios privados de sua relação com a família real.
A especialista também chama atenção para o fato de que o retorno eliminaria uma barreira que, durante anos, ajudou a manter os irmãos fisicamente afastados: o oceano.
De “Megxit” a “Megxin”?
O possível retorno de Harry e Meghan tem, portanto, um significado muito maior do que simplesmente uma mudança de endereço.
O casal pode estar tentando reconstruir uma relação com o Reino Unido e permitir que os filhos cresçam mais próximos da família paterna. Ao mesmo tempo, a volta pode reabrir feridas que pareciam mais distantes justamente por causa dos milhares de quilômetros entre a Califórnia e Londres.
Harry e Meghan não estariam voltando para ocupar seus antigos lugares dentro da monarquia. Mas, ao viverem novamente perto da família real, poderão se tornar protagonistas de uma nova fase da história dos Windsor.
E a grande questão agora é: será que a proximidade permitirá uma reconciliação ou apenas colocará antigos conflitos novamente sob os holofotes?
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