O Papa Leão XIV concluiu, nesta quarta-feira (15), sua visita oficial à Argélia, a primeira já realizada por um pontífice no país, e seguiu viagem rumo a Camarões, na África Subsaariana.
Missão com foco em paz e diálogo
A viagem ocorre em meio a tensões internacionais, incluindo o embate com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em Camarões, o pontífice pretende reforçar uma mensagem de paz, especialmente em um país marcado por conflitos internos.
A nação africana tem cerca de 30 milhões de habitantes, com pouco mais de um terço da população católica, além de uma presença significativa da Igreja em áreas como saúde, educação e assistência social.
Agenda oficial na capital
Ao chegar à capital Yaoundé, o Papa deve cumprir compromissos protocolares, incluindo uma visita ao presidente Paul Biya, que está no poder desde 1982.
Também está previsto um encontro com autoridades, representantes da sociedade civil e membros do corpo diplomático, seguindo o formato tradicional de visitas papais ao exterior.
Visitas sociais e encontro com líderes religiosos
Ainda no primeiro dia, Leão XIV, nascido Robert Prevost, visitará o orfanato Ngul Zamba, em um gesto simbólico de apoio social.
Na sequência, ele se reunirá de forma privada com bispos do país, na sede da conferência episcopal camaronesa.
Preocupações políticas em torno da visita
Parte do clero local demonstrou preocupação com possíveis efeitos políticos da visita. Há receio de que a presença do pontífice possa favorecer a imagem do governo, especialmente após episódios recentes de repressão a protestos contra a reeleição de Biya para mais um mandato.
Visita a área de conflito
Na quinta-feira (16), sob forte esquema de segurança, o Papa deve seguir para Bamenda, localizada em uma região afetada por conflitos entre separatistas anglófonos e as forças governamentais.
O conflito, que já dura cerca de uma década, resultou em milhares de mortes, ao menos 6 mil até o fim de 2024, segundo organizações locais.
Trégua para garantir segurança
Grupos rebeldes anunciaram uma pausa temporária nos confrontos para permitir a visita do pontífice.
A trégua, com duração de três dias, começou nesta quarta-feira e busca garantir a segurança durante a passagem de Leão XIV pela região.
Continuação da viagem pela África
A viagem do Papa pelo continente africano ainda inclui visitas a Angola e Guiné Equatorial, dando continuidade ao seu primeiro giro oficial pela África.
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