Donald Trump associa protestos na Itália à imigração e defende fechamento de fronteiras

Presidente dos EUA afirmou que a França e a Itália vivem situação pior do que antes; manifestações em Milão deixaram 14 agentes feridos e 32 pessoas presas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, relacionou os confrontos registrados durante protestos na Itália à imigração e defendeu o fechamento das fronteiras europeias. Na segunda-feira (19), o republicano afirmou que a situação no continente está piorando e citou episódios de violência ocorridos em Milão durante o último fim de semana.

Em conversa com jornalistas na Casa Branca, em Washington, Trump declarou que as manifestações em território italiano, especialmente na cidade de Milão, “tiveram a ver com a imigração”.

“A França e a Itália estão em uma situação pior do que antes. Se a Europa não fechar suas fronteiras, tudo estará acabado”, alertou o presidente americano.

Trump também afirmou que já havia aconselhado o presidente francês, Emmanuel Macron, a “fechar as fronteiras há muito tempo”. Além disso, declarou que Paris “logo será uma cidade muçulmana”.

Itália anuncia reforço na segurança de Milão

Em meio à repercussão dos confrontos, o vice-premiê e ministro dos Transportes da Itália, Matteo Salvini, anunciou que o efetivo militar empregado na segurança de Milão deverá receber mais 500 integrantes.

O reforço faz parte de um decreto-lei que o governo da primeira-ministra Giorgia Meloni deverá analisar na reunião do Conselho de Ministros prevista para terça-feira (20).

O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, também se manifestou sobre os episódios de violência. Ele expressou solidariedade aos comerciantes e cidadãos afetados pelas “ondas de vandalismo e ataques criminosos por parte de grupos de desordeiros”.

“Hoje, muitas lojas em Milão permaneceram de portas fechadas. O governo responderá com firmeza a esses ataques contra o Estado, inclusive por meio de medidas destinadas a conter a violência praticada por menores de idade. Somos gratos às forças de segurança e a todo o pessoal militar que trabalha para proteger nossas cidades e continuamos empenhados em ampliar os recursos destinados a garantir a ordem pública”, declarou Tajani.

Protestos reivindicaram investimentos em educação

Os confrontos ocorreram durante manifestações estudantis realizadas no último fim de semana, em meio a uma onda de insatisfação que tem mobilizado diferentes capitais europeias.

Em Milão, pelo menos 14 agentes de segurança ficaram feridos, e 32 pessoas foram presas. Entre os detidos, estavam 23 menores de idade e 13 estrangeiros.

As manifestações tiveram como principais reivindicações o aumento dos investimentos em educação, a redução dos recursos destinados à compra de armamentos e medidas para combater a alta do custo de vida.

Os protestos acontecem enquanto a Itália enfrenta a inflação mais elevada dos últimos três anos, cenário que amplia a pressão sobre o governo e o debate público sobre as condições econômicas do país.

 

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