Papa Leão XIV pede exame de consciência a cristãos envolvidos em guerras

Durante audiência no Vaticano, o pontífice pediu reflexão moral de cristãos que têm responsabilidade em guerras e afirmou que reconhecer pecados pode ajudar a promover paz e unidade na humanidade.

O papa Leão XIV voltou a fazer apelos pela paz e pediu que cristãos envolvidos em decisões de guerra façam um “exame de consciência” sobre suas responsabilidades em conflitos armados. A declaração foi feita durante uma audiência com participantes de um fórum organizado pela Penitenciária Apostólica, um dos tribunais da Cúria Romana, no Vaticano.

A fala ocorre em um momento de forte tensão internacional, marcado pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã no Oriente Médio. Apesar do contexto, o pontífice não citou nenhum país diretamente em seu discurso.

Durante o encontro, o papa questionou se líderes cristãos envolvidos em decisões militares estão refletindo sobre suas ações.

“Poderíamos perguntar: será que os cristãos que têm grande responsabilidade em conflitos armados possuem a humildade e a coragem de fazer um exame de consciência sério e se confessar?”, afirmou.

Ele reforçou a importância da confissão dentro da tradição católica, lembrando que os fiéis devem recorrer ao sacramento ao menos uma vez por ano. Para o pontífice, reconhecer erros e pecados também pode ter impacto na construção da paz.

“Reconhecer nossos pecados, sobretudo nesta época de Quaresma, […] gera a unidade interior da pessoa e a união com a Igreja, portanto também favorece a paz e a unidade na família humana”, declarou.

Nas últimas semanas, Leão XIV tem repetido mensagens pedindo o fim das guerras e incentivando o diálogo entre as nações. Mesmo assim, alguns atores internacionais têm pressionado o Vaticano a assumir uma posição mais direta diante do conflito no Oriente Médio.

Recentemente, o embaixador do Irã junto à Santa Sé, Mohammad Hossein Mokhtari, afirmou que as declarações do papa têm sido “vagas”. Segundo ele, o Vaticano deveria condenar de forma explícita o que classificou como “agressão” por parte dos Estados Unidos e de Israel.

Apesar das cobranças, o papa tem mantido um tom geral de apelo à reflexão moral e espiritual, defendendo que a paz começa pela responsabilidade individual, inclusive entre aqueles que exercem poder político e militar.

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