Corte Constitucional julga nesta quarta-feira caso que pode redefinir a cidadania italiana

A Corte Constitucional da Itália analisa questionamentos sobre uma lei aprovada em 2025 que alterou as regras para reconhecimento da cidadania italiana por descendência. O julgamento pode redefinir os critérios do sistema de Jure Sanguinis e afetar milhares de processos de descendentes de italianos, especialmente em países com grande comunidade ítalo-descendente, como o Brasil.

Fabio Porta questiona possível propaganda de COMITES sobre referendo constitucional

O deputado Fabio Porta apresentou um questionamento formal ao governo italiano pedindo esclarecimentos sobre uma possível divulgação irregular envolvendo um COMITES e o referendo constitucional. Segundo o parlamentar, é necessário verificar se houve uso inadequado de estruturas institucionais para influenciar eleitores, especialmente entre os italianos residentes no exterior. Porta solicitou apuração das autoridades para garantir a neutralidade das instituições e a transparência do processo democrático.

O mito dos 180 dias: transcrição de cidadania italiana não tem prazo legal

A transcrição das certidões de cidadania italiana reconhecidas judicialmente não possui prazo legal definido, ao contrário do que muitos acreditam. A ideia de que os comuni teriam 180 dias para concluir o registro não encontra respaldo expresso na legislação italiana. Na prática, o tempo de espera varia conforme a estrutura administrativa de cada município. A sobrecarga nos escritórios de registro civil, somada ao aumento da demanda internacional, tem contribuído para atrasos cada vez maiores na formalização dos registros.

Cidadania italiana: demora na transcrição vira gargalo e Roma acumula 120 mil certidões pendentes

A demora na transcrição das certidões de cidadania italiana reconhecidas judicialmente continua afetando milhares de descendentes, mesmo após decisão favorável na Justiça. O problema atinge tanto pequenas comunas quanto grandes centros como Roma, onde há estimativas de cerca de 120 mil registros pendentes. Apesar da autorização para cobrança de taxas mais altas desde 2025, não houve melhora perceptível nos prazos. Especialistas apontam falhas estruturais, falta de digitalização e burocracia interna como causas do acúmulo e defendem maior cooperação entre advogados e municípios para agilizar as transcrições.